desmorona-me
agora some
dissipa o verso
a poesia viva
finda
agora vá...
jamais verá
jamais verão
nada palpável
abstração
tudo mentira
mentira
tira
quiçá delírios
tudo ilusão
antes de ir
desligue a luz
e mude o tom
nenhum bilhete
nenhuma nota
no violão
vá,
bata a porta
silêncio pleno
adeus,
paixão...
vou esquecer-te
vou esquecer-me
um dry martini
talvez drummond
até dormir sem sono
sem sonho
rente à luz opaca
da televisão...
na noite infame
os gatos miam
ao léu sem dono
na noite infame
te chamo te clamo
ao léu sem dono
na noite infame os gatos miam
só miam,
porque não sabem dizer te amo
(mas sou eterno
e você tão moço
clara diferença
eu sou poema
você...esboço)
sexta-feira, setembro 21
abstrações
Postado por Clóvis Struchel , 18:06
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6 comentários:
Cheguei aqui por acaso, no andar a esmo entre blogs... mas parei encantada com tudo q li...
Com certeza voltarei...rs
texto muito bom!
perto disso, sou rascunho!
beijos!
Que coisa mais linda,criatura.
Preciso imensamente lembrar-me de encontrar-me aqui mais vezes.:)
Ê,maravilha!
Um beijo,neguinho.
um absurdo esses poemas. e o final, é de ler rezando - como diria a minha avó sobre a melhor de suas guloseimas.
abraço, meu caro
lindo isso! sem palavras!
boa!
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