quinta-feira, dezembro 20

aquarela nefasta

quadro a quadro um ponto
ponho-me em frente ao distinto traço
caminho adiante, aprimoro as feições
reverbero os caminhos pintados de sonho
irreal é a vida que vivo aos retalhos de ócio
pensamento nefasto
inunda o ônibus lotado de destemperanças
esperanças à espera de um afago breve
mas não há nada além da rota rôta, pura de cinzas
dias que findam e emergem
como todos os dias que findam e emergem
nenhuma nova cor nos olhos dela
nenhum verso perdido nas paredes sujas
pensamentos relapsos, argumento inaudível
chego ao ponto e me lanço ao caminho de casa
um banho quente, um café morno...
nenhum adorno emoldura os quadros da sala
nenhum adorno emoldura os quadros da sala
nenhum adorno emoldura os quadros da sala
insone me vingo dormindo-acordado
a real ressonância que a vã vida...cala.

4 comentários:

Carol Montone disse...

"esperanças a espera de um afago breve".....tudod e lindo este poema belo escriba....dias que findam e emergem na rota rôta...muito muito bom e trsite tb ...acho que eu é que estou com olhos trsites, mas fica essa sensaçãod e que nenhum adorno emoldura os quadros da sala
muitos beijos e os parabéns d esempre
eu sou meio elrdinha mesmo...desculpe a dmora...minha vida tem andado uma loucura
Carol Montone

Darlan disse...

É difícil dizer algo que valha depois de palavras tão certeira.

Abraços!

FINA FLOR disse...

querido, estou passando para dizer que espero que os melhores frutos caiam em seu cesto no ano que está prestes a começar e que seus dias sejam sempre perfumados por brisas doces!!! sorte e sucesso!

beijos e até

MM.

SAMANTHA ABREU disse...

primeiro, adoro a forma dos teus poemas...
eles parecem frases diatas cotidianamente. lindas.

segundo, tô numa fase de reptição.
"nenhum adorno emoldura os quadros da sala
nenhum adorno emoldura os quadros da sala
nenhum adorno emoldura os quadros da sala"
adoro coisas assim, me dão impressão de intensidade, de desespero.
Acho lindo.


Lindo!
beijos!