tento
lá e cá
vou sempre
vezes ausente
sente
sente
sente
sente
sente
sente
vivo
num lapso
relampago
silêncio e grito
todas as cores do mundo
todas as cores do mundo
te encontrei
pirei
levei fundo
acertei
na maré
vamos juntos
tem sempre mais um assunto
sábado, agosto 27
Sente
Postado por
Clóvis Struchel
,
12:55
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Deixaram-se levar...
segunda-feira, agosto 15
Dave
nao ver
e nao sentir o toque
quem sabe o conhaque
quem sabe o rock
saber se tá azul o céu
para pintar quadros em tons pastéis
sorver versos e esperanças
tentar não lembrar da sua dança
querer o novo novíssimo
resistir, reexistido
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Clóvis Struchel
,
09:08
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Deixaram-se levar...
sábado, agosto 13
As faltas
as faltas
dobram o coração
e alma
desfazem alusões
não acalmam
discorrem profusões
dilatam
inventam outra versão
não censurada
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Clóvis Struchel
,
09:55
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Deixaram-se levar...
quinta-feira, agosto 11
Para um amor de plutão
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Clóvis Struchel
,
19:33
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Deixaram-se levar...
Marfim
tropeços
nacos
grãos
apreços
domingos de sol
distinto rito
ensejos
tantas lembranças
cirandas
de sartre
bate uma saudade
de um tempo sem fim
entre prédios, transes, trastes
esbarro com uma raridade
marfim
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Clóvis Struchel
,
10:20
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Deixaram-se levar...
quarta-feira, agosto 10
O que me resta
No auge dos pormenores
Fincando os pés na terra
Remontando ideias
Fazendo festa sozinho
Do desgaste e do marasmo
As ondas quebram nas pedras
Nem afago, abraço, palavra
A imensidão é o que me resta...
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Clóvis Struchel
,
08:53
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Deixaram-se levar...
segunda-feira, agosto 8
O gosto
de certo a sina
a luz divina
de certo o anseio
dobra-me ao meio
de certo o verso
lido e exposto
de certo o gosto
extremo da sílaba
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Clóvis Struchel
,
08:45
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Deixaram-se levar...
segunda-feira, agosto 1
ensolará-la
uma tentativa de
explorar
brotar
minar arte
sem declínio
sem porque
apenas culminar
canto de pássaro
fim de tarde
arrepiar pêlos, sê-los
um rio passa em minha sala
pra devorar cada sílaba
transpor o sol
ensolará-la
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Clóvis Struchel
,
11:17
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Deixaram-se levar...
noturno
também falo da lua
sou noturno com coturno e jaqueta preta
faço limo oriundo
pra escorregar línguas sangrentas
cada drinque um insight, um clímax
cada trago revela a sigla
um montante de artilharia
pra plantar jardins de orquídeas
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Clóvis Struchel
,
11:16
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Deixaram-se levar...
domingo, julho 31
Caminho
absinto
punhados de mar
um presságio
uma brisa que sopra
uma ponte para atravessar
energias fluídicas, sísmicas
ligações de alma e coração
eu caminho deixando pra trás
rancor, ódio, toda contramão
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Clóvis Struchel
,
10:50
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Deixaram-se levar...
Brados
Pra salientar os brados, e romper com os senões. Mirações, afincos, andanças. Solavancos, saudades, cicatrizes. Na mansisão que me pulsa, dois rouxinóis cantam lépidos, a vigorar tais presságios. De tal louvor, todo o clímax. Defronte ao mar minhas ânsias. As ondas levam consigo. No ressoar das cirandas, o ensinamento preciso. Da palavra, o verbo. Do pão, o trigo.
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Clóvis Struchel
,
10:49
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Deixaram-se levar...
sábado, julho 30
Caminho
absinto
punhados de mar
um presságio
uma brisa que sopra
uma ponte para atravessar
energias fluídicas, sísmicas
ligações de alma e coração
eu caminho deixando pra trás
rancor, ódio, toda contramão
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Clóvis Struchel
,
09:53
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Deixaram-se levar...
Sábado
manhã que tece
um tímido sol aparece
memórias, cafés
e presságios
solitude em vida
aos sorrisos dados
aos chopps, cigarros
filmes abstratos
as flores que vemos
perfume exalado
um samba que toca
um discurso
um brado
e esta vontade latente
de morar dentro de um sábado
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Clóvis Struchel
,
08:07
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Deixaram-se levar...
sexta-feira, julho 29
Lavra
toda tempestade
lava
lavra
salienta
por vezes
esvai muralha
em frente a uma tela branca
escuto relâmpagos na sala
fugaz e contumaz no entanto
reviro anseios dos meus ancentrais
neblinas cigarros acesos
a vida cabe inteira num cartão-postal
amores nunca serão presos
a iberdade é parte das juras de fé
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Clóvis Struchel
,
10:56
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Deixaram-se levar...
quinta-feira, julho 28
mosaicos
Entretanto, conforme as tempestades dão lugar as brisas, e todo o escarcéu para limpar as folhas, culminam neste intrépido fulgor de letras que formam mosaicos e entendem-se feito alquimia, coisa de natureza. Na lira, condutas retas, densidades, ânsias, conquistas de três aplausos. Fragmentos de versos enchem o copo, e de verbos ébrios componho um brado, uma cor. Destas andanças, rotinas, cláridos fatos contínuos, enxerga quem tem olhar de encanto. E nas vibrações, energias, algumas palavras são guias: luz, sabedoria, compaixão, fé. As verdades mais cruas se materializam, o verso quente que jorra e inunda, germinando presságios, regando a terra em que piso. Nuances, gestos, olhares que encontram olhares. A palavra que cessa o caos. Um poema transita e incita. Meu poema é de artesão que molda até a última saliva. Pra culminar, fluir o climax. Desbravar porteiras e casulos e becos estreitos.
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Clóvis Struchel
,
23:12
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Reluzia
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Clóvis Struchel
,
22:02
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Deixaram-se levar...
inimagináveis
boas coisas
temos uma arvore
e umas cervejas
onde poderemos estender uma rede
pegar uma caixa térmica cheia
e ficar papeando sobre coisas inimagináveis
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Clóvis Struchel
,
21:08
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Deixaram-se levar...
Noturno
Trago densidades
de uma noite insone
cigarros
bebidas
um jazz rouco amassiando os ouvidos
um comentário torpe
para as paredes
e este quadro dadaísta a desdenhar meus brios
meus malogros
e sinas
as tais alegrias de sábado
os risos desmedidos
desejos incontidos
miragens na janela
um fato
um naco
fragmento de vida
alguém que passa
alguém que para
e mija num poste
cachorro ladra
neblina e brumas
o telefone em silêncio
noturno transponho
rascunhos
tramas que esqueço
enquanto durmo
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Clóvis Struchel
,
19:46
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Deixaram-se levar...
ìndico
Cismas, rimas
Frontes
O meu horizonte
Tende a azular
Na lira
Rua desmedida
Rotas corroídas
Os grafites dão flor ao caminho
Lírico
Na nuance e vívivo
Contumaz impirico
Pronto a voar
No Índico
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Clóvis Struchel
,
19:02
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quarta-feira, julho 13
Tzara
Faros e as estradas escuras a noite faróis e discos voadores fulgores rompantes dissabores no romper de ânsias e muralhas torpores sabores e histórias soberbas e cerejas dos bolos e afinco presságio frontes flores
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Clóvis Struchel
,
18:39
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Deixaram-se levar...

