segunda-feira, janeiro 28
Ressonâncias
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18:37
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Deixaram-se levar...
terça-feira, janeiro 22
Pré-história em pós-modernidade
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Clóvis Struchel
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19:10
10
Deixaram-se levar...
terça-feira, dezembro 25
Rio, Dezembro.Qualquer dia, qualquer hora.
Te deixo um sorriso claro e o meu amor confuso.
Seu âmago,
C.
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Clóvis Struchel
,
20:14
15
Deixaram-se levar...
sábado, dezembro 22
Frestas
e então voam
azul flutua, creia
se absurde de azul.
fromhoej era um menino calado
e mal-visto pelos seus comportamentos
ele dava a andar de retalhos
e fumava na praia com Lino
que era um menino bem visto pelos seus comportamentos
mesmo fumando na praia e andando aos retalhos
fromhoej achava graça e sorria breus
Lino sonhava acordado desenhando versos na areia com seus brancos pés-de-vento.
se a sina for turva
desfaça o verso
nem tente um soneto
não sonhe, não vinga
promessa de lira nula
diga a ela que não há poesia
e que você tirou férias e foi pro Caribe.
sabe de uma coisa?
sabe.
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Clóvis Struchel
,
16:11
2
Deixaram-se levar...
quinta-feira, dezembro 20
aquarela nefasta
quadro a quadro um ponto
ponho-me em frente ao distinto traço
caminho adiante, aprimoro as feições
reverbero os caminhos pintados de sonho
irreal é a vida que vivo aos retalhos de ócio
pensamento nefasto
inunda o ônibus lotado de destemperanças
esperanças à espera de um afago breve
mas não há nada além da rota rôta, pura de cinzas
dias que findam e emergem
como todos os dias que findam e emergem
nenhuma nova cor nos olhos dela
nenhum verso perdido nas paredes sujas
pensamentos relapsos, argumento inaudível
chego ao ponto e me lanço ao caminho de casa
um banho quente, um café morno...
nenhum adorno emoldura os quadros da sala
nenhum adorno emoldura os quadros da sala
nenhum adorno emoldura os quadros da sala
insone me vingo dormindo-acordado
a real ressonância que a vã vida...cala.
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Clóvis Struchel
,
17:42
4
Deixaram-se levar...
domingo, dezembro 16
Mar de mim
olhos verdes cor do mar de mim
que azula-se nas manhãs rente as auroras
e transformam aquarelas na infinitude
de águas que - encantadas -
bailam ondas sutilmente
seu vestido bege tinge as tardes
que alaranjadas ganham tons de prata-
madrugada
seus passos lépidos pincelam versos-brisas
nas areias entorpecidas de Ipanema
na imensidão de mim há espaço pro amor que é seu
na quietude daqui ressoa a sombra de nós
andar pela areia estrada de carmim
que rubra a mente traz a lua que implora
seus olhos a cruzar o espaço rumo a noite
em que teremos mariposas na janela
bailando cores em música negra
sua boca espalha vinho na alameda
onde flores brincam de ser criança-estrela
acende os versos que te desenham em mim
um pleno céu de breus e multi-tons
nas pedras entretidas do Farol
na imensidão de mim há espaço pro amor que é seu
na quietude daqui ressoa a sombra de nós
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Mergulho em parceria com o poeta azul e amigo querido Alexandre Beanes
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Clóvis Struchel
,
15:46
3
Deixaram-se levar...
domingo, novembro 25
Telefonema
- Sou eu...
(naquele Eu reconheceu todas as suas dúvidas, seus descompassos, tantos tropeços. enxergou com minúcia cada palavra não-dita, no torpe silêncio que precede algum desfecho, algum caminho. ressonância atordoante, feito trovoadas, naquele baque monumental, intenso, voraz. foi neste Eu que um dia perdeu-se inteira, e se entregou num labirinto de pernas, nucas, peitos, braços, lábios, e numa noite dessas lacrimejou lembranças, entristeceu todos os porta-retratos, emoldurou canções de amores findos, recolheu cada aroma que restara, qualquer rastro sutil, algum bilhete, uma blusa esquecida, algum pequeno presságio, neste Eu que um dia fora ela em tantas formas, em muitas forças, entrega plena que desfaz-se bruscamente, sem restar tempo algum para compreensões, entendimentos, indagações, ferida ainda aberta que incessantemente pulsa, lembrando, segundo a segundo, o estrago devastador de uma rude tempestade, já não há casa, já não há folhas, versos, já não há risos, não há cortiça, nem planos, nem quartos, as portas já não batem, as chaves se perderam, todas as chaves, trancando em si também todos os vãos sentidos.)
- Ah, oi...pode falar...
- Desculpe estar ligando essa hora, é que eu esqueci de buscar os meus sapatos de festa e estou necessitado deles, você pode deixar na portaria?Passo aí daqui a pouco pra pegá-los!
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Clóvis Struchel
,
14:17
13
Deixaram-se levar...
quinta-feira, novembro 15
Prece
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Clóvis Struchel
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20:16
8
Deixaram-se levar...
quinta-feira, novembro 1
mergulho de cabeças
porque há decisões
e porque posso escolher
a cor do fundo do poço
verde-limão talvez lilás
vermelho, não
azul-marinho
e hei de acertar os pontos
marcar o X corretamente
há de se ter muita cautela
com poços e cores e fundos
sobretudo
mergulho receoso
claro
plena escuridão de cinza
o poço é cinza, tijolo e cimento
e a cor são idéias e o fundo sou eu
azul-marinho em águas de reservatórios
e posso vislumbrar nuances
a cor do fundo
do poço
e ir
a pé
a pá
que cava a terra
que abre as fendas
que corroe breus
a luz que entra logo dispersa
e volta o breu do fundo sem fundo
e sem cor
sou eu o fundo
sem fundo e sem cor
já não há poço
nem água
nem alma
nem dor
só há vermelho e vermelho e vermelho
e vermelho
lágrimas sutis são poças enfadonhas
quase ninguém percebe que elas me inundam
e matam
poços que se fundem dentro e jorram
borrando a maquiagem da garota pálida
agora nua e vulnerável
verde-limão talvez lilás
vermelho, não
azul-marinho.
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Clóvis Struchel
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14:24
12
Deixaram-se levar...
sexta-feira, outubro 26
a partir da partida
é desconcertante rever-me
e não ver-me aos meus passos
as minhas falas meus gestos
meus olhares sem foco
angustiante me olhar
e olhar outro ser
sem ser eu sem ser quem
nunca vi nem nem sei
quem se foi
quem se fui
um adeus que alivia
dor que dói já não sendo
demasiado tato falta ar
o ar sufoca-me
já não sou ao seu lado
já não sei quem tu és...
nunca soube o seu nome
não saber impulsiona-me
a partir da partida
sem início sem enredo
onze horas onze e um
conto o tempo e tão somente
só mente...
finda
finda
desintegro-me a noite
breu de palidez
amanhecido
sem boêmia sem poesia
busquei querer ser plácido
fuga repentina da profundidade inacabada
não houve busca não houve entrega
entoei ressabido um "de nada" abafado
só silêncio e frio e indigestas ressonâncias...
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Clóvis Struchel
,
14:51
5
Deixaram-se levar...
quinta-feira, outubro 18
Guardanapo
Mas é que às vezes os pântanos me encantam de medo e de breu, alguém me disse - talvez eu mesmo - que alguns tesouros só reluzem no breu pleno, eu apaguei a luz e escutei Madeleine sussurrando "Diz-se que além dos mares / Ali, sob o céu claro / Existe uma cidade / A estada é encantada /E sob as grandes árvores escuras / A cada noite /Pra lá se vão todas as minhas esperanças...", foi então que eu descobri que o meu breu também pode ser azul, quando eu assim desejar.
Mergulhe.
Beijos,
um blues e um dry martini...
Eu sou aquele, lá dentro.
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Clóvis Struchel
,
23:21
8
Deixaram-se levar...
terça-feira, outubro 9
Caminhador
Habito, sobretudo, em papéis.Às vezes, de súbito, desprendo-me de folhas e vagueio por aí, descompassado, escrevendo em postes, em luzes, em carros com seus autofalantes, nas calçadas sujas, na mulher rude fumando o seu Marlboro, no cão que late ao léu, sem dono; no silêncio, no escuro da noite, na cintilância dos breus.Escrevo em ruas, escrevo em passos.Caminha dor...
Mas logo volto aos papéis, desarrumados, repletos de auroras, e por ali adormeço, inteiro e lépido. É que sempre vivi amor em palavras, me apaixonei por versos, por metáforas, citações, poesias.
É que sempre lidei melhor com palavras, com a naturalidade de quem molda um artefato pleno, cristalino, minucioso; quanto aos humanos, encontram-se normais em demasia - buscando água salgada em cachoeiras, almejando outros planetas, quiçá todo o universo e esquecendo, por completo, que há um mundo, cá dentro, esquecido, ainda não desbravado em sua verdadeira infinitude e importância - , tornam-se, portanto, tão mais complexos, tão mais difusos, tão mais distantes do que há de próximo em cada Ser, estar Sendo, Viver...
Eu sou dentro.
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Clóvis Struchel
,
20:47
7
Deixaram-se levar...
quinta-feira, outubro 4
Beleza triste
Você me disse que possuo uma beleza triste
e se sorrio há nuances de amargura em meus lábios
você beijou a minha boca rente às lágrimas
e provou o doce mais sublime gota a gota
E ainda disse que meus olhos são nostálgicos
e que há vislumbres de um céu cinza em meu azul
logo em seguida falou da cor de minha blusa
mas eu só uso preto...
Se eu fosse você enxergava a tristeza que carrega
se eu fosse você percebia o quanto seus olhos são densos
se eu fosse você despia-me destas pétreas armaduras
se eu fosse você compreenderia que somos os mesmos
que no fundo ainda sonham auroras e minúcias vãs...
A gente pode ser feliz da maneira que nos cabe
e nós podemos ser livres
e nós podemos ser leves
só me leve pra olhar o mar revolto
só me leve pra olhar o mar revolto
só me leve pra olhar o meu céu cinza
bem dentro dos seus olhos densos...
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Clóvis Struchel
,
20:50
3
Deixaram-se levar...
quarta-feira, setembro 26
603B
melhor
eu fito o meu olhar e digo
assim
eu fito o seu olhar no meu e digo
também
fitando meu olhar no seu dizendo:
..............................................................................................
e jaz uma declaração mútua de amor.
- amanhã às 17 hs passo em seu apartamento.
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Clóvis Struchel
,
20:03
8
Deixaram-se levar...
sexta-feira, setembro 21
abstrações
desmorona-me
agora some
dissipa o verso
a poesia viva
finda
agora vá...
jamais verá
jamais verão
nada palpável
abstração
tudo mentira
mentira
tira
quiçá delírios
tudo ilusão
antes de ir
desligue a luz
e mude o tom
nenhum bilhete
nenhuma nota
no violão
vá,
bata a porta
silêncio pleno
adeus,
paixão...
vou esquecer-te
vou esquecer-me
um dry martini
talvez drummond
até dormir sem sono
sem sonho
rente à luz opaca
da televisão...
na noite infame
os gatos miam
ao léu sem dono
na noite infame
te chamo te clamo
ao léu sem dono
na noite infame os gatos miam
só miam,
porque não sabem dizer te amo
(mas sou eterno
e você tão moço
clara diferença
eu sou poema
você...esboço)
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Clóvis Struchel
,
18:06
6
Deixaram-se levar...
terça-feira, setembro 18
...
Para Paula Berbert,
(quase) sob encomenda.
Cheguei quase lá mas fui ao menos
e disse mais ou menos que te quero
da próxima vez te falo sem receios
sobre o mar o amar o amargo
e o amarelo
Porque ninguém entende a minha forma de dizer te quero
porque ninguém entende a minha forma de dizer
porque ninguém entende a minha forma
porque ninguém entende
porque ninguém
por que?
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Clóvis Struchel
,
22:07
6
Deixaram-se levar...
quinta-feira, agosto 23
para sempre, de repente
ainda bem que você foi embora sem nem ao menos me dizer "vou indo...", livrou-me da cena patética de te ver voltando dizendo que esqueceu as chaves.
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nas variações de lógica, um dia pensei ser sublime quando no fundo era somente vão, no mal-amar dos bons-amores todos os sentidos carregam consigo tantas possibilidades...
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já não me interessa as suas indagações sobre o tempo e a rapidez das coisas, tampouco a sua imagem cult-estudei-fora-sou-o-máximo que você teima em insistir bancar.
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na verdade, sinceramente, eu devia estar bem doido quando disse que teamava, o amor tem dessas coisas, todo mundo sabe, todos uns cegos sem receios que rumam o atlântico sem mapa e sem bússola, sorridentes e confiantes, e foi assim também comigo e eu também me perdi, claro.
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a canção de amy ainda ressoa pela casa, os versos densos ainda me dilaceram, gosto da canção e do que ela me traz de nostalgia e presságio - paradoxal e cálida - o volume precisa ser exato, no tilintar dos acordes que adentram em mim sem rodeios, trazendo você pra mais perto. recordo os seus olhos pequeninos, fechados, ouvindo o que há de mais cristalino em cada ressonância, a sua alma entregue àquele timbre escuro, dando a nuance exata do instante de entrega. aos poucos nossos pés encostam-se, displicentemente, e se acariciam rente às melodias-brisas que nos tomam, olhares perdidos que se encontram, mãos que se entrelaçam num tempo de intensidade, como quem toca o corpo querendo tocar a alma.
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você, em seu todo, é uma extensa metáfora, dessas que nos põem em choque, pensando, refletindo, desvendando sentidos, mas você é oco, não há nada de relevante em suas entrelinhas, há vazio apenas, uma burrice bem-articulada de quem leu Neruda para passar num concurso do Estado, e a terrível nostalgia do garoto que queria ganhar o mundo, e hoje mora num apartamento cinzento de uma rua esquisita em Botafogo.
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eu lembro que eu citei Ana Cristina César, assim que nos conhecemos: "Porque essa falta de concentração? Se você me ama, por que não se concentra?", você sorriu um sorriso frouxo, eu entendi como um sorriso de quem já leu tudo na vida e já não se surpreende com tamanha euforia num verso lido a esmo, para assim ficar urdindo com tranqüilidade a poesia que lhe surgiu de repente, mas não, era um sorriso que me falava "o que você está dizendo agora?", e eu ali, tecendo pensamentos tão bons, tão profundos, enquanto você à minha frente vagava em idéias tão rasas, tão equivocadas, tão nulas.
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para onde vão os amores que se cessam?em que lugar eles descansam?qual o caminho que percorrem, será que se perdem e adentram em outros corpos?porque?porque teimamos em vislumbrar eternidades?só para doer ainda mais quando a realidade crua bater à porta? não seria mais simples - e mais inteligente - viver o eterno que habita em cada instante?
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entenderam que o amor terminaria ali, olharam a ponte abissal que os separavam, compreenderam que não havia mais motivo para atravessá-la, que lhes restavam a dor e as sensações que pairavam no tempo, sentiram o amor se esvaindo, e isso é como passar uma faca bem afiada em suas almas já tão desgastadas, as mãos trêmulas, um vazio amargando a boca, o amor virando areia, o amor caminhando com seus próprios pés, tomando cada vez mais distância, até desaparecer por entre as dunas...
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ele não percebeu quando ela se foi, ela não olhou pra trás quando decidiu ir embora; na verdade, ninguém sabe ao certo quem partiu primeiro.
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Termino esta história com o mesmo silêncio que pairou sob a despedida, e antes ainda, sob todo o tempo em que ficamos juntos.Tempo de silêncios, de palavras vazias, de discursos frígidos.Paira por aqui este infindável silêncio, silêncio esse, que deve ter sido o discurso mais romântico, e verdadeiro, que você me ofereceu.
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mas é que a felicidade cabe em cada espaçozinho ínfimo; creia, ultimamente dei pra dormir abraçado com ela...
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Clóvis Struchel
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16:04
18
Deixaram-se levar...
sexta-feira, agosto 17
Dos bilhetes de Lila - Parte I
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Clóvis Struchel
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12:36
10
Deixaram-se levar...
sexta-feira, agosto 10
acordes
Fugindo da normalidade
encontrei a raridade dos sentires
dos prazeres
dos deveres que não devo
das mentiras que não digo (sim, eu minto!)
quando eu falo de tristeza
quando esqueço da beleza
das canções e dos poemas
dos tufões e dos dilemas
(teorias, teoremas...)
Passos meus descompassados
seguros, desenfreados
diários e sem fim...
Qualquer canto é canto, e pronto.
Um acorde meio tonto, dois acordes e são tantos,
acordo no ponto, enfim
no aqui e no além
venho para ser alguém,
mas sem esquecer de mim...
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Poeminha escrito aos 17 anos e encontrado, despretensiosamente, no avesso de um caderno escolar, entre inúmeros rabiscos, gravuras torpes e pequenos corações que continham as letras "C e S" emoldurando o seu interior.
Postado por
Clóvis Struchel
,
13:42
12
Deixaram-se levar...
quarta-feira, agosto 8
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Clóvis Struchel
,
20:20
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Deixaram-se levar...

