quinta-feira, julho 28
Reluzia
Postado por
Clóvis Struchel
,
22:02
0
Deixaram-se levar...
inimagináveis
boas coisas
temos uma arvore
e umas cervejas
onde poderemos estender uma rede
pegar uma caixa térmica cheia
e ficar papeando sobre coisas inimagináveis
Postado por
Clóvis Struchel
,
21:08
0
Deixaram-se levar...
Noturno
Trago densidades
de uma noite insone
cigarros
bebidas
um jazz rouco amassiando os ouvidos
um comentário torpe
para as paredes
e este quadro dadaísta a desdenhar meus brios
meus malogros
e sinas
as tais alegrias de sábado
os risos desmedidos
desejos incontidos
miragens na janela
um fato
um naco
fragmento de vida
alguém que passa
alguém que para
e mija num poste
cachorro ladra
neblina e brumas
o telefone em silêncio
noturno transponho
rascunhos
tramas que esqueço
enquanto durmo
Postado por
Clóvis Struchel
,
19:46
0
Deixaram-se levar...
ìndico
Cismas, rimas
Frontes
O meu horizonte
Tende a azular
Na lira
Rua desmedida
Rotas corroídas
Os grafites dão flor ao caminho
Lírico
Na nuance e vívivo
Contumaz impirico
Pronto a voar
No Índico
Postado por
Clóvis Struchel
,
19:02
0
Deixaram-se levar...
quarta-feira, julho 13
Tzara
Faros e as estradas escuras a noite faróis e discos voadores fulgores rompantes dissabores no romper de ânsias e muralhas torpores sabores e histórias soberbas e cerejas dos bolos e afinco presságio frontes flores
Postado por
Clóvis Struchel
,
18:39
0
Deixaram-se levar...
segunda-feira, julho 11
Vento forte
Contratempo
Alarde
E vento forte
Norte que não vejo
Sorte é ter anseio
Brado
Vasto
Vívido
Trapos
Nacos
Ritmos
No romper de esferas
Nuances que imperam
No tremor de terras
Corações de pedra
Soberbas
Malicias
Tramas travestidas
Remanso é desejo
Densidades
Apetrechos
Dualidades
Terceiros
Mil tempestades
No peito
Os fragmentos certeiros
A raridade de sê-los
Postado por
Clóvis Struchel
,
12:59
0
Deixaram-se levar...
domingo, julho 10
Por aí
Vou por ai
Sem lamento
É só ir
Firmamento
Em si
Pelas ruas
Sorrir
Olhar a torre
Pipoqueiro
O açougue
Panfleteiro
Garçonete
Jornaleiro
Dono de bar
Dono de jogo
Funcionário do mês
Desaforos
Avenidas
De tão cruas místicas
Densidades sísmicas
Ouço uma nova palavra
Eu sento na praça
E assisto a vida
De graça
Postado por
Clóvis Struchel
,
13:47
0
Deixaram-se levar...
Ardor
O afinco tenebroso
Da verdade em explosão
O peso inerente
O fardo presente
Do ardor relutante
Fulgor, contramão
A árdua lida
Suores cintilam
Uns berros oscilam
Brados que instigam
A luta tersã
Frente a mil leões
Montantes de arestas
Abertas as frestas
Que mostram a noite
Cigarros, neblinas
Dilemas, mistérios
De lutas e sinas
Postado por
Clóvis Struchel
,
10:57
0
Deixaram-se levar...
sábado, julho 9
Sopro
Verdades corroídas
Tem ventos soprando feridas
O caustico, íngreme
Sem leste ou limite
No ardor, brado, afinco
Algum desatino
Montantes de cismas
Densidade vívida
Adeus de partida
E as horas vindas
Rodas de cantigas
Com fé e guarida
Mais uma bebida
E as coisas tidas
Eu penso na vida
Tem ventos soprando feridas
Postado por
Clóvis Struchel
,
17:43
0
Deixaram-se levar...
Ao mar
As partes que me cabem
Vão-se com as ondas
Ligeiras, risonhas
Ao mar meu instinto
Ébrio absinto
Fumaças
Garrafas lançadas
Ao mar meu brio
Instinto preciso
Do amor rarefeito
Trovejando cá
Ao mar a lástima
A falta, o descaminho
Ao mar o meu ninho
Casulo, pressinto
Ao mar minha dor
Este peso inerente
Das costas cansadas
Da alma lavrada
Ao mar meu peito aberto
Sargaço que desperto
E num rompante, um amplexo
Tons de raridades
O mar vai saber lidar com esta tempestade
Postado por
Clóvis Struchel
,
08:12
0
Deixaram-se levar...
sexta-feira, julho 8
Poema sobre chuva e pubs que tocam blues
Outrora
Um arranha-céu
Aurora boreal
Quisera
O meu guarda chuva
Nesse temporal
Encharcado
Dos cadarços
E da blusa dos stones
Eu danço
Para passar o agouro
Vindouro amanhã
Lampejos
Sereno
Entro, um drinque no pub
Cigarros e punge
Alguns alardes
Redenção
Mirante elucida
Tão rara é a vida
Mais uma bebida
Brado, uma sativa
Redundante clímax
É juntar sentidos
Pra que no umbigo
Adentro, intenso
Lívido
No ardor de terá e tido
Pintar de flor o breu
O abrigo
Postado por
Clóvis Struchel
,
13:36
0
Deixaram-se levar...
quinta-feira, julho 7
Três maracanãs
Metritocacia
Médio porte, fila
Quilométrica
Pra marcar consulta médica
Alquimia
Química
Folia
Hatmonia
Tudo em clima
Alforria
Visões de além
Maria
Bênçãos mãe carmen
Vide o fulgor, o alarde
Na lida um apice
Na cintilância astuta
Reverberar a luta
Ganhar de três maracanãs
Num chute de firula
Postado por
Clóvis Struchel
,
14:52
0
Deixaram-se levar...
Bug do blogger
Quando eu escrevo um poema no bloco de notas - lugar onde escrevo - ele vai com um espaçamento completamente diferente pra postagem do bloggef. Tem que melhorar isso.
Postado por
Clóvis Struchel
,
14:36
0
Deixaram-se levar...
Nuance
Tais verdades
Me sustentam
Raridadea. alimentam
Doces flores
Apimentam
Véus, rancores
Se arrebentam
Fugaz
Vezes voraz
Nuance
De pretensão
Atroz
Muiros de nós
Se elucidam
.
Sagaz
A gente faz
Folia e benfeitoria
Além.
Algim vintém
Para transpor alegria
Postado por
Clóvis Struchel
,
13:13
0
Deixaram-se levar...
quarta-feira, julho 6
Rascunho um ensaio a tarde
Depois
Agora vou ficar aqui
No remanso
Sativa, pronto
Pra um apogeu
Doce ardor que paira
E só eu na sala
Muitas léguas pra trilhar
Afinco, na labuta insisto
Nunca é tarde pra sonhar
Lírios, chás de wiccas
Coisa linda
Nuances, prismas
Uma manga cai da arvore
Eu li num poema certa vez
A natureza ensina a gente a cair
Postado por
Clóvis Struchel
,
15:39
0
Deixaram-se levar...
sábado, julho 2
Mil verões
Tão fugaz
Leve e trás
Só encenações
Mil verões
Vento e cais
Olho a imensidão
Vôo, avante
Voraz
Tudo mais
Mesmo os ais
São ensinamentos
Baby
Não me espera a tarde
Hoje eu anoiteço amanhã
Veja
Vê se pode
Dispensei as coisas vãs
Creia
Não emudeça
Tudo bem
Tudo ligth
Tudo em paz
Sinta
Não to dessa
Flor despetalada eu dispenso
Postado por
Clóvis Struchel
,
18:28
0
Deixaram-se levar...
sexta-feira, julho 1
Das decisões
Não que eu queira
Adentrar
No seu casulo
Vou embora
E sinto muito
Tenho tantas estradas
Pra olhar
Meu viver impacta, soma
No remanso
No entanto
Fugaz
Um momento de paz
É bênção
Vindouros rios d'ouros
E uma preta com charme
E crença
Desenhos em nuvens
Fumaças, neblinas
O que sou eu surge
Sinta
Tons de amiúde
Doce dom incita
Minha decisão
Te ensina
Postado por
Clóvis Struchel
,
15:10
0
Deixaram-se levar...
quinta-feira, junho 30
Canção natalina
Portanto era o tilintar, o soar de auroras. Em meandros, dissabor se esvai, um rompante, um dom, clara visão, sincronicidade. Do romper do tédio, fulgor, amargor, perpassando os dias, com louvor e fé. Na labuta um canto, passaredo manso, um senhor que passa, alguém varre a frente da casa, um suor de lutador, mãos de benzedeiro e clímax. Num dilúvio de uma noite destas, desenvoltura de arestas, o verão chegando com as nuvens de chumbo. Rumos, prumos e nuances. Brisa que arrebata os poros. Num sofá, um livro, um café. Uma canção natalina dá tom pras cores. .
Postado por
Clóvis Struchel
,
20:46
0
Deixaram-se levar...
domingo, junho 19
Lume
Precisando estar
Em inclinação
Para as coisas tantas
Então
E reverberar
Numa redenção
De florar
Iluminar
Coração
Postado por
Clóvis Struchel
,
13:13
0
Deixaram-se levar...
sexta-feira, junho 17
Prumo
Pra frente
No lance
Nuance
Verve
No prumo
Do rumo
Intuito
Leve
Portanto
De tanto
Versar
Virou canto
Destes que acasalam
Que desanuveiam
Um antro
Postado por
Clóvis Struchel
,
20:02
0
Deixaram-se levar...
Passaredos
Fortes sinas
Fragmentos
De poeiras cósmicas
E tempo
A lira de Lia
A dança dos ventos
Vorazes ansejos
Intento
Doce ardor de uns passaredos que cantam sem medo
Seus versos sobre cigarros acesos e porres e avenidas abarrotadas e soberbas e tropeços
Montante de nuances cruas
No tom do compasso
Eu vejo:
Mares
Árvores
Cães caramelos
Um portão azul
Aberto
Um senhor que passa
De terno
Uma placa de trânsito
Um programa de teve
Na cintilância
Andanças
Tantas
A minha alma
Dança
Em um baile
Já é tarde
Um alarde
Viver tem vez que serena
E tem vez que arde
Postado por
Clóvis Struchel
,
09:04
0
Deixaram-se levar...
quarta-feira, junho 15
Pleno
Contentamento
Fulgor
Prazer pleno
No suntuoso louvor
Dos brados máximos amenos
Lido com a amplidão da luz que emano
Pra uns silêncio abstrato
Outros, concerto de piano
Postado por
Clóvis Struchel
,
16:00
0
Deixaram-se levar...
Ainda
E ainda tem nuvem para desenhar
Cada estrela é um verso a estar
E ainda tem o moletom
E o clima
Ainda
Ainda
Ainda tem poema pra versar
Gim caliente para arranhar a garganta
Uma bruma
Tarde tange em brisa
Ressoar que me compõe cirandas
Ainda tem o verbo
Pra acionar
Dizer
E clarear a vida
Ainda tem as avenidas
E os arranha-céus
Ainda
Ainda
Clóvis Struchel
Postado por
Clóvis Struchel
,
15:27
0
Deixaram-se levar...
Ensaio do relâmpago que vi
Relâmpago no mar
Visão de poderio.
Na areia ninguém lê revista
Tão só quanto o sol que hoje não se avista
Ansejos
Anseios
Lumes
Fragmentos
Costumes
Desdobramentos
Eu fito o infinito, sedento
Culminar de proteção
Me dou bem com o vento
Deixo estar os alentos
Que se esvão que segmento
Devo seguir pra ser herói de um dia cinza ou gente que embrulha bolas no farol ou quem julga ou ensina ou faz bolo ou vigília dentre esses todos no qual eu diria eu sou aquele que faz poesia
Clóvis Struchel
Postado por
Clóvis Struchel
,
14:08
0
Deixaram-se levar...
Uma notícia da record que vi
Vindouro astuta e sonha culminando outros buscas por tesouros de outros carnavais. Deseja, devora, implica em consternações, no ápice do brado de voracidade, portou armas, lançou canhões. No fulgurar da nuance que tange o chão: sangue e gozo, um jeans desbotado, um vestido azul turquesa.
Postado por
Clóvis Struchel
,
08:07
0
Deixaram-se levar...
terça-feira, junho 14
Tudo lindo
Na concretude dos passos mútuos, o irromper dos sermões. Não vale pedra em vidraça, peitos estão em cacos. Noturno vendaval, minha jaqueta, meu verso ébrio, seguimos, insistimos, achamos tudo lindo.
Postado por
Clóvis Struchel
,
22:35
0
Deixaram-se levar...
Todos os nomes
Ou Dê ou Dé ou Paô
Ou miscigenação
Odara ou Antenor
São Sebastião
Jussara Flora Juvenor
Diego Zé Romeu
Misturas de tantas cores
Mosaicos pincelei
Narinha Clara Cristina
Dilsinho e Abreu
Samanta Silvia Marcinha
No entanto era Eu
No salto das relutâncias
Na glória do apogeu
Surgiram tantas cirandas
Florou Soou Cresceu
E com e sem esperança
Eu só acendo breus
Na vida vindas e danças
Que minha alma teceu
Postado por
Clóvis Struchel
,
16:30
0
Deixaram-se levar...
Enquanto a poesia
Comecei rimar
Flor com mar
Amor com brisa
Hei de reverberar
Deixar soar
Enquanto a poesia insista
Postado por
Clóvis Struchel
,
09:51
0
Deixaram-se levar...
Querido leitor
Poesia pra quê
Se (quase) ninguém lê
Quisera o poder
De crescer
O verso incandescer
E ver agora:
Que um poema salva uma alma desnuda
& insólita.
Postado por
Clóvis Struchel
,
09:41
0
Deixaram-se levar...
Adrenalina
Postado por
Clóvis Struchel
,
07:59
0
Deixaram-se levar...
segunda-feira, junho 13
O fotógrafo
Depois dos tropeços ébrios, infante desfiz trovões. Após densidades, adversidades, sigo na avenida incólume. Vejo, eternizo, dou um clique. Passo, há um passo há um grafite. Lembro das nuances de umas ancas. Faço, aprimoro, a luz é branda. Fragmentos de outros carnavais, raridades protegidas de tais temporais. A imensidão que fito, o silêncio de um vento leste, soberbas postas a mesa, conhaques, cigarros acesos, no jornal a economia é um erro, não ligo a tv faz tempo, leio Manoel, Leminski, Chacal, tô mais pelo mar que pelas tabelas numéricas, três cliques, quatro cliques, cinco, a lida, a labuta, o tecer da vida, o entardecer há de ser tão lírico que haverá de ser emoldurado...
Clóvis Struchel
Postado por
Clóvis Struchel
,
10:11
0
Deixaram-se levar...
Música
Aflorar meandros
Dissipar o ódio vândalo
Resolver anseios
Estar sempre inteiro
E nao mais partir ao meio
Culminar auroras
Esquecer as horas
Ser par
Ganhar vintém
Abraçar alguém
Voar
Ir mais além
Desfazer desdém
Só quero amor
Love amour
Amore
Levo um verso no bolso
E pétalas no outro
Só quero aloha
Liebe ni hefe
Niedfe
Corações que se erguem
Postado por
Clóvis Struchel
,
08:14
0
Deixaram-se levar...
domingo, junho 12
PrayOrlando
O ódio cego
Que dilacera
E ensanguenta
Bizarrice cinzenta
A quem só quer dizer teamo
Postado por
Clóvis Struchel
,
13:18
0
Deixaram-se levar...
terça-feira, junho 7
Garrafas
Pra aprimorar nuances que caibam no fulgor dum presságio, dar tons de auroras incandescentes no intuito do verbo. Pra sorver os instintos ferinos, bascos, enumerar cada mosaico abstrato. Pra culminar girassois e quimeras, fulgurar do sentido seu brio mais cintilado. E no torpor enaltecido vislumbrar o encanto pleno, deixar soar verso sereno, oriundo, que aninhe o tempo e o casulo, o breu, o obscuro, dar luz ao lúdico. Intuito. Lançar garrafas nos mares do mundo.
Clóvis Struchel
Postado por
Clóvis Struchel
,
16:57
0
Deixaram-se levar...
Ainda
Para o romper do tédio imponho uma inclinação impropério divago um som sem mistério deflagro um tom de impérios. Para a exatidão do sentido refaço o movimento contido explodo extrapolo os brios de certo aprimoro e sigo. Para a nuance instante preciso aciono um regar de margaridas exponho sonho seco as feridas movo refaço o novo ainda.
Clóvis Struchel
Postado por
Clóvis Struchel
,
12:03
0
Deixaram-se levar...
Do verbo Delírio
Ode a Manoel de Barros
A rima
Que unifica
A ordem lírica
Dos fragmentos de lumes
Trepidações de costumes
Do valoroso rimar
Claridao
Clamor
Condutas
Oscilações oriundas
Do verbo em si delirar
Postado por
Clóvis Struchel
,
10:26
0
Deixaram-se levar...
segunda-feira, junho 6
Findou
Acabou
A arruaça
O dissabor
A desgraça
Sim, findou
A ressaca
O fervor
Que se instala
Terminou
Toda a tara
Trepidou
Cessara
Nunca mais
Tanto faz
O romper
Da toada
Vai daqui
Por ai
Pega uma estrada
Nao sou teu colibri
Sai da minha sala
Postado por
Clóvis Struchel
,
12:51
0
Deixaram-se levar...
Marasmos
Do marasmo
Fato
Rastro
Das medidas
De um conhaque
Um momento
Um tom relapso
Preenchendo
Um peito farto
Refazendo os mesmos marasmos os mesmos marasmos os mesmos marasmos
Postado por
Clóvis Struchel
,
11:46
0
Deixaram-se levar...
Imagem
Percalços
Divergindo o verso
Incauto
Todo o movimento
Dos carros
Arde
Nostálgico
Um jazz enaltece meus poros
Cilindros
De tramas
De empórios
Visão de senão
E além mar
Vistoso
Fragmento
Sórdido
Trôpego
Os zelos tão nossos
Malogros
Desfazem-se
A arrebatar
No denso fulgor
Na rotina
Café
Cansadas retinas
Milagres em par
Elucidam
Cá
Postado por
Clóvis Struchel
,
10:13
0
Deixaram-se levar...
domingo, junho 5
Verve
A verve
O fluxo
Lépido
O instante
Que precede
O sexo
Fulgores
Suores
Febres
E que seja eterno
Enquanto breve
Postado por
Clóvis Struchel
,
09:41
0
Deixaram-se levar...
sábado, junho 4
Grafites
Com sono
De dias idos
Por becos esquivos
Liricos
Durmo e sonho
Com becos esquivos
Líricos
Acordo
Sigo matutino
Jamais findo
Este verso contínuo
Postado por
Clóvis Struchel
,
20:14
0
Deixaram-se levar...
Dentro da sua blusa
A poesia é uma solidão confusa
Parece que tem alguém
Dentro da sua blusa
Pegar um trem
Não tem vintém
Partir, chegar
Perto de um rio
Em algum lugar
Morrer de frio
Sentir saudade
Dar um sumiço
Se embebedar
Ter fé, ter par
Não ter declínio
Aquilo, isto
De Deus eu não duvido
A poesia é o emoldurar da plenitude
A poesia é isso
Postado por
Clóvis Struchel
,
15:05
0
Deixaram-se levar...
Ser teu
O frio
Que dá na nuca
Quando suas mãos
Perpassam
Delírio que continua
Iluminados pela lua
O clima
A conversa solta
Dos corpos
Nenhuma roupa
Indecentes palavras no ouvido
Instinto ferino
Preciso
Vem olhar o mar
Comigo
Eu vou te contar
Estrelas
O romance definido
Do amor
E do que seja
Vem emoldurar
Meus versos
E iluminar meus breus
Vem to cada vez mais perto
De ser teu
Postado por
Clóvis Struchel
,
11:13
0
Deixaram-se levar...
sexta-feira, junho 3
Versos nossos
Robusto
Astuto
As vespas
Já não ladram
Rancores
Não me abalam
Ternura
É jardim de praça
Conjuntura
Milenar
Que arde
Presságios
Me arrebatam
Cata-vento
Seca o sal
Do tormento
Da minúcia
Do argumento
Da labuta
As coisas gurias
Me elucidam
Alquimias
Brados
Asas abertas
Um timbre rouco
Dum soul
Se esmera
O beck
O pileque
A gargalhada
Em alarde
No apogeu
Destes ares
Há versos nossos
Por toda parte
Postado por
Clóvis Struchel
,
21:02
0
Deixaram-se levar...
Hit
O que impregna-se, lampeja, desfaz discórdia. Soberbas inglórias. A cura da culpa. No ressoar de um brado, cíclico e cintilado, rompendo a aspereza, tomo um drinque, ponho um hit e danço em cima da mesa.
Clóvis Struchel
Postado por
Clóvis Struchel
,
13:32
0
Deixaram-se levar...
Durante
O cheiro
Que arrepia o pêlo
A fala
Mansa
Emoldurada
O lance
Fixo
Constante
Toda aresta
Cada nuance
O lapidar do amor
Constante
Nos dois o mar
O horizonte
O seu olhar ali
Defronte
No beijo
Sou mais feliz
Durante
Clóvis Struchel
Postado por
Clóvis Struchel
,
11:51
0
Deixaram-se levar...
Olhar
Os olhos fitam
Contemplam
Enumeram
Vislumbram
O prumo
A métrica
Os olhos atentos
Enxergam
Dilatam
Fluem
Desnudam
O mirar
Meus olhos
Gostam
De te olhar
Meus olhos
Gostam
De te olhar
Meus olhos
Gostam
De te olhar...
Postado por
Clóvis Struchel
,
10:23
0
Deixaram-se levar...
Postes e muros
Chego perto. Olho o verso. Cheiro a pétala. Plenitude reverbera. No jardim silábico rego cada palavra: aurora, penduricalho, fulgor, sentimento, presságio, néctar, etc. Planto no chão a trama envolta. Hão de brotar ressonâncias, ritmos, climas. E vou colher com as mãos, sentir cada aresta, nuance, detalhe. Poema pra emoldurar, se colar, para quem for, pra quem passe, impera, plana, invade, em postes e muros dessa cidade.
Clóvis Struchel
Postado por
Clóvis Struchel
,
09:28
0
Deixaram-se levar...
Estado mar
Num estado mar
Tais oscilações
Naufrágios
Piratas
Ressacas
Nos pés
Grãos e conchas
Num estado mar
Marés
Manhãs
Com neblina
Estágio sargaço
Uma musa marítima
Versos nadadores
Tao molhados
Mergulhados
O pescador
Que vai navegar
Lançar sua rede
Labutar
Frases cintilam
Vozes confirmam
Vibram
Vindas de lá
Num estado mar
Estado mar
Mar
Postado por
Clóvis Struchel
,
08:01
0
Deixaram-se levar...
quinta-feira, junho 2
Conjuntura
A sensação de feriado
De um luck strike mentolado
A densidade
O rastro
A culpa
O demorado
O breve
O nunca
Sobressaltar
Sublimado
Gestos do sol
No telhado
Momentos sós
E calado
Ou junto muito
Ilhado
Na ruptura
Do ódio
Na conjuntura
Do signo
O universo
E seu ciclo
O ter
O ser
O ter sido
Variações
Climáticas
Ligo a tevê
Desgraças
No ardor
Da estrada que tange
Uma dor ainda urge
Laços
Cláridos
Sísmicos
Tempo é ido
É contínuo
Contexto e mais uma estrofe
A trama evapora-se
Postado por
Clóvis Struchel
,
20:34
0
Deixaram-se levar...
O mar ao lado
Incauto
O mar ao lado
Fumaças
Declínios
Outrora
Um poema
Que dilate
O impasse
Tempestade
Que rega
Meu corpo
E floresce
Enaltece
Prevalece
O verso preciso
Conciso
Das mãos
Que jamais
Se perdem
Das almas
E intempéries
Do brado
Do laço
Da pele
Postado por
Clóvis Struchel
,
15:16
0
Deixaram-se levar...
Espécie de transe
Sua nuance
Tange meu rosto
Em instantes
Irrompe os rompantes
Drinques
Papos
Delirantes
O sumo
O néctar
Defronte
Nós dois olhando
O horizonte
Sua mão cola na minha
E eu desconcertante
Te beijo sem freio
Durante
Clímax
Instinto
Relance
Brado
Espécie de transe
Postado por
Clóvis Struchel
,
13:44
0
Deixaram-se levar...
quarta-feira, junho 1
Verso amassado
Conforme marasmos desfazem-se, informo sobre o luar. Indago, reverbero, ando assim meio esquivo jeans blusa branca tão adentro das multidões. E de alquimias e lumes transcendentes, um rouxinol até me emudece, um verso amassado refaz toda a trama. No clímax, apogeu, pista plana, momento, o meu caminhar desnuda-se no movimento.
Postado por
Clóvis Struchel
,
21:50
0
Deixaram-se levar...
Imagina
Imagina a aurora
Uma roda gigante e pipoca
Toda aresta em volta
Nosso beijo
Toda rebordosa
Imagina a trama
Nuances de girassois
Nossa cama
Rompantes de rouxinois
Tudo clama
Pelos detalhes de nós
E chama
Imagina
A lira
A lida
Límpida
Imagina
Imagina
Imagina
Em par
Avenida
Só nos dois
Imperando o clima
Imagina
O fulgor
A magia
Imagina
Imagina
Postado por
Clóvis Struchel
,
20:10
0
Deixaram-se levar...
Rascunho oriundo de cafés
Como qual fosse tormenta, voraz, trovões arrebentam. Frenético movimento. Turvos tambores dilatam. A ressonância cintila, o tal clamor cessaria, dúvida e dor romperiam, no ar fulgor de impecilhos. Numa avenida esquiva, atravessado e com versos vivos.Na flama, lida, contínuos dias, clamo por planos de calmaria.
Postado por
Clóvis Struchel
,
16:14
0
Deixaram-se levar...
Ritmado
Não espere da poesia
Se não houver
Folia...
Postado por
Clóvis Struchel
,
13:40
0
Deixaram-se levar...
Companhia
É uma questão obtusa, de preenchimentos ébrios, contemplando nuances, reverberando latitudes. O mar bravo bate nas pedras, pensamento difuso, um amor obscuro, incauto, denso. Turvas brumas, um cigarro, miragens, fluxos, o tilintar das idéias fluídicas, horizonte laranja, uma crença, uma fé que valha, no seguimento das horas, na contemplação dos Deuses, na ruptura de breus, no corromper das condutas dúbias. Divago, mais um cigarro, o barulho do vento é o silêncio que escuto. E diz, proclama, dita. O rumo, o prumo, a lida. Fito em coisas miúdas, gurias. E tão somente só, sinas minhas, quando o compor da vida é sua melhor companhia.
Postado por
Clóvis Struchel
,
08:21
0
Deixaram-se levar...
terça-feira, maio 31
Manhã com neblina
A manhã com neblina e suores dos amantes, que ora salivantes, se mordem com fome. Uma canção pop. Café, seda, frestas. Fragmentos das suas arestas, sorvendo o clima que impera. A lira, a lida, a festa. O verso que se rebela. As maiores verdades da vida estão escritas na testa.
Clóvis Struchel
Postado por
Clóvis Struchel
,
08:42
0
Deixaram-se levar...
segunda-feira, maio 30
Rascunho noturno
Não seremos vorazes, os impasses cessaram, no romper das nuances, tange, aviva, dá cor aos olhos. E ainda que chova, monumentalmente, mesmo que houvesse música, daquelas únicas, não haveria beijo, transa impetuosa, tão somente alguma conversa ligeira, dois pedidos no bar perdido: uma cerveja e um suco de manga.
Postado por
Clóvis Struchel
,
22:41
0
Deixaram-se levar...
Haikai
Goteja
Na folha morna
Lágrima seca
Adorna
Postado por
Clóvis Struchel
,
22:29
0
Deixaram-se levar...
Tudo bem
Tá tudo bem
Não tropeço nos silêncios
Saudoso, ímpar
Sereno
Na turbulência
É só sendo
Nas intempéries
Do tempo
Alinho
Passaredos
E tenho medo
É das vírgulas
Que mudam rumos
Desnudos destilam
A madrugada é minha lira
Clóvis Struchel
Postado por
Clóvis Struchel
,
21:42
0
Deixaram-se levar...
Faros
Nua
De certo
Em suma
Crua
Ainda havia lua
Pra iluminar seus rastros
No tilintar de auroras
Torpor
Fulgor
Outrora
Vertente que aprimora
Meus faros
Postado por
Clóvis Struchel
,
15:41
0
Deixaram-se levar...
domingo, maio 29
Esmero
Robusto
Contudo
Impero
E esmero
As tais latitudes
Fragmento ébrio
Olhar penetrante
Me tirando o sério
Delírio, rompante
É você que eu quero
Clóvis Struchel
Postado por
Clóvis Struchel
,
16:30
0
Deixaram-se levar...
Primavera de junho
Contudo
De sobressalto
Me impulso
No lance
Transe
Assunto
Na voraz lira
E difuso
Acerto a mira
E vou junto
Pra primavera de junho
Pra terra de seu Afonso
Pras águas das cachoeiras
Ligeiro
Verdade
No cais da sagacidade
Me ergo
Postado por
Clóvis Struchel
,
13:30
0
Deixaram-se levar...
Sinos
Resquícios
Marasmos
Cíclicos
Brados ínfimos
Senões
Ímpetos
Densidade
Instinto
Do alto ardor
De um vinho tinto
Tramas urbanas
Canções na cama
Toques vívidos
Límpidos
Ouviram-se tocar sinos
Na sutileza que insisto
Postado por
Clóvis Struchel
,
07:33
0
Deixaram-se levar...
Pra gente
Cigarro aceso
Pensamento terno
A vicissitude de um verso
É eterna
A protuberância do sentido
É etéreo, pra sempre
Há poemas que falam de todos
Já outros só dizem pra gente
Postado por
Clóvis Struchel
,
06:12
0
Deixaram-se levar...
O compasso visceral do tempo
Esta vertente inebriada da noite, torpores, intempéries, o afago preciso, esta brisa, esta música, a aurora linear que se inunda, no percorrer das horas idas, fluídicas, fragmentos de versos não lidos pelas retinas difusas dum amor tempestuoso. E o compasso visceral do tempo, aninhando, fluindo, sentindo, sendo...
Postado por
Clóvis Struchel
,
05:26
0
Deixaram-se levar...
Bug
Alinho
Costuro
Reconfiguro
Inauguro
Um coração com bug
Dum tal amor obscuro
Postado por
Clóvis Struchel
,
04:32
0
Deixaram-se levar...
Fresta
Docente ardor
Que se esmera
Fulguração
Que interpela
A mansidão
De uma pétala
O lapidar
De uma pedra
Juntando todas as peças
Desabrochar de arestas
Te ver desnuda, em festa
Por um detalhe, uma fresta
Entrar, deitar e me empresta
Este calor que rebela
Efervescência na certa
Me tremulando as pernas
Postado por
Clóvis Struchel
,
03:32
0
Deixaram-se levar...
sábado, maio 28
Brados
Fatigado
E os brados
Das pernas
Ora bambas
Rumam
Prumam
Voam
Num compassar
Destemido
Indago o sol
E prossigo
Infante
Ébrio
Sucinto
Neste relevo
Planície
Onde as tempestades
Residem
Postado por
Clóvis Struchel
,
19:14
0
Deixaram-se levar...
O que vai fazer no feriado
Não sei
Quanto aos seus cabelos
Ondulados
Nao sei
Eu nao sei
O que vai fazer no feriado
Talvez
Do seu jeito de olhar
Sei um bocado
Nao sei se lê sartre no sábado
Nao sei suas fomes
Seus medos.
Refaço indago teço
Impero reverbero um recomeço
Apenas saber seu nome merece um poema inteiro
Postado por
Clóvis Struchel
,
17:24
0
Deixaram-se levar...
Jazz de nostalgia
O transe
A voz rouca
Da cantora
Num jazz de nostalgia
Os nossos drinques
Acesos os cigarros
Tramas urbanas
Jaquetas jeans
Um turbilhão de desejos
Nomenclatura de anseios
É visceral
Âmago
Transcendência
O mirar de um Farol
Distante
Iluminando tais corpos
Arfantes
Molhados
Entregues
Ao mar
Ao vento
Ao tempo
Ao breve
Postado por
Clóvis Struchel
,
14:35
0
Deixaram-se levar...
Pintor de telas
Um poema esquecido
Num obscuro brilho
De tilintar nuances
Um poema atrás da porta
Num envelope
Debaixo de um tapete persa
Poema de fulgurações
Demandas, senões
Poema de infante
Poema inca delirante
Poema sucinto
Nas indagações
Um poema rasgado
Robusto e embriagado
Para amansar leões
Para emanar multidões
Num bruto ardor de poeta
Poema solitário
Voraz e memorável
Sozinho como um pintor de telas
Que em um só traçado
Refaz com astúcia, mirado
A nuance do rosto dela
Postado por
Clóvis Struchel
,
13:17
0
Deixaram-se levar...
Encontro basco
Inebriado
Embriagado
Eu fiquei mudo
Você calado
Os nossos olhos
Incendiavam
Corpos sedentos
Rostos colados
Quanto as palavras
Que dissertávamos
Tramas urbanas
Um traço, um brado
De certo em suma
Enluarado
Por entre as brumas
De tais presságios
Na mente um clímax
No peito um baque
Lépido e denso
O movimento
O argumento
Similaridade
Estremecimento
Em tal fragmento
De voracidade
Postado por
Clóvis Struchel
,
10:41
0
Deixaram-se levar...
sexta-feira, maio 27
Nossa foto na mesa
Como se o silêncio compusesse o tom
Desmedido
Fugaz
Brado intrínseco
Pediu um café sem querer
Acendeu seu cigarro de artista
Com seu nike surrado de pista
Pernas gurias, estremecidas
Derrubou nossa foto na mesa
Derrubou nossa foto na mesa
Derrubou nossa foto na mesa
Derrubou nossa foto na mesa
Postado por
Clóvis Struchel
,
14:58
0
Deixaram-se levar...
Noite dos gatos persas
Impondo o clímax
Das horas
Defronte
Instinto
A relevância
O vinho tinto
O sobressaltar
O brilho
Dos olhos mouros
A me fitar
Nas avenidas góticas
Rompendo a barreira
Da glória
Pra sermos nossos
Agora
Num bar num pub
Retórica
Te aninhar
E vambora:
Suas pernas
E tramas
A cama flutua
Entrância
De rimas
Fluídicas
Únicas
Proeminentes lisuras
Sem juros ou juras
Aquém das rupturas
Postado por
Clóvis Struchel
,
13:37
0
Deixaram-se levar...
As margaridas
Meio ao meio
Envolto
Algum receio
Não trovejo
Deixo o sol dar cor
Ao beijo
E se te vejo
Rego as margaridas
Do caminho
Postado por
Clóvis Struchel
,
12:14
0
Deixaram-se levar...
Poema ao relento
Não soará
No tempo
Poema ao relento
Pra plantas silvestres
Mas o sentido
Este tal Deus destemido
Estará presente
Nos poros
Vísceras
Vestes
Aprumará um presságio
Quanto a palavra
O poema de folha rasgada
Apenas regarâo nascentes
Mas nada
E fulgurarão
Eloquentes
Na importância do poema presente
Transpirado
Aprumado
O poema largado
Por entre poeiras cósmicas
Lavrando a lama das botas
Livrando o caos e a discórdia
Do Sol e todas as notas
De um instrumento de cordas
Postado por
Clóvis Struchel
,
11:51
0
Deixaram-se levar...
Presságios ébrios
Divulga
A inauguração
Da lira
Tambores
Clarinetes
Saxofones
Rompem tédios
Anunciando intrépidos
Presságios
Postado por
Clóvis Struchel
,
08:54
0
Deixaram-se levar...
Uma canção antiga
O amor uma canção antiga que diga:
Tomara que faça sol nas noites turvas e com brumas e com comentários do tipo eu não te conheci assim.
Postado por
Clóvis Struchel
,
00:02
0
Deixaram-se levar...
quinta-feira, maio 26
O barulho que a chuva faz
Deserto
De certo
O verso
Nomeará
O verbo
Chuva
Chuva
Chuva
Neste teu lábio
De alvorecer
(inunda)
Postado por
Clóvis Struchel
,
23:11
0
Deixaram-se levar...
Jazz
No rompante de indagações
Me ponho a ladrar senões
Ligeiros impasses
Livramento de desastres
Alcunhas para honrar
Na lida
A mente erguida
Corpo moído
O dente sisu lateja
Defronte
É madrugada
Um conhaque
Um dopante
Uma baga apertada
Insinuante
Longínquo
Perto
O bastante
Na mesa ao fundo
Sorvendo
Cada clímax e delírio
Na batida jazz
Um viés sucinto
A cantora bêbada incita
Nada a temer na vida
Um gozo, uma trama
Escrita
Postado por
Clóvis Struchel
,
22:51
0
Deixaram-se levar...
"o mar quando quebra na praia"
Da nascença
De um apogeu
Duma crença
Insisto na dança que emana
Derrama
O pesar
No mar eu fico
Com onda sereia ressaca
No mar e em mergulho
No mar eu me fulguro
Postado por
Clóvis Struchel
,
20:29
0
Deixaram-se levar...
Das idas de Santiago
Uivo e ouvo o tempo
Madrugada
Terapia
É lavar louça na pia
Despojada
Disporia
Num arranha-céu
Arranharia
Mira
Te ligo
Te vejo
Dois ou três
Ansejos
Milhares de vendavais
Teço
Do pôr do sol eu amanheço
Aqui entre nós, presságios
Debaixo dos prós, arpejos
São mil relevâncias mesmo
Das idas de Santiago
Postado por
Clóvis Struchel
,
16:40
0
Deixaram-se levar...
sexta-feira, maio 20
Lampejo e sorte
Intrépido
Ligeiro
Desfazendo receios
Sem freio
E voraz
No suntuoso lume
Que dispara em feixes
E cada vez mais
As malas prontas
Peito aberto
De certo
Será climax
Impero sóis
Eu quero bons presságios
E ventos sublimes
O reconvexo
A jura
O senhor do bomfim
Apreço ébrio
As fulguracoes de um jardim
Nuances pares
As notas de um bandolim
Lampejo e sorte
Os Deuses que estão aqui
Postado por
Clóvis Struchel
,
15:11
0
Deixaram-se levar...
terça-feira, maio 17
A silaba
A silaba astuta
A silaba beijo
A silaba turva
Prevejo
A silaba solar
A silaba mar
A silaba soar
No ar
A silaba moura
A silaba louca
A silaba branda
A silaba dança
A silaba espasmo
A silaba espaço
A silaba fardo
A silaba sábado
A silaba voraz
A silaba paz
A silaba chuva
A silaba rua
A silaba negra
A silaba seja
A silaba veja
A silaba incita
A silaba
A silaba
A silaba
Postado por
Clóvis Struchel
,
17:35
0
Deixaram-se levar...
domingo, maio 15
Trilha fincada
Madrugada. E os lábaros das foices que aniquilavam os tormentos cessaram num ímpeto. Já não se ouviam as vespas, e os minutos soaram em imensidões de estremecimentos, tal como o corpo mergulhado em vigor de tal prazer sugerido. Na fulguração das cismas. Estas intempéries do acaso desfolhando impressões. Deste outono orvalhado, tal qual seria o imo desta estação. Do amor fez-se a colina. Dos dias passados, o alcance e a trilha fincada. Nesta busca que insulta a razão. Os Deuses são chamados por nomes de rios. Trovejam e inundam os rios. Os Deuses são chamados. Pulsam. Afloram. Destinam-se. Transbordam. A massa é pura solidez de ferro ou louça. Divina é a sutileza. Esta que não apruma os jeitos.
Postado por
Clóvis Struchel
,
08:48
0
Deixaram-se levar...
O sexo
Entre rimas calidas
Brados causticos
Berros épicos
E suores epiléticos
Deixemos urgir, surgir, fluir
O sexo
Postado por
Clóvis Struchel
,
08:10
0
Deixaram-se levar...
sábado, maio 14
O baile dos sete mares
Um conhaque
Um trago
As suas retinas
Marasmos
Eu fumo um cigarro
Outros vários
Algumas meninas
Me invadem
De certo embriagado
Um samba que toca no carro
O mesmo sentido
Desvario
Respostas
Que as horas me trazem
De novo um novo conhaque
Lembrança a toa
Um embate
Teu corpo
Teu dorso
Tua margem
As fulgurações
Um alarde
O samba compassa a voltagem
Delírio
A pele que arde
De novo e de novo um conhaque
Os Deuses convidam pro baile
Dos sete mares
Que seja miragem
Ou arte
Postado por
Clóvis Struchel
,
20:42
0
Deixaram-se levar...
Ensaio sobre o mar de abril rascante
Caro leitor
Destes de almanaque
Tratados, ensaios
Os que veneram romances
Com poesia entra em transe
Se tem novela é seu lance
Carissimo
A rua até poderia rumar um mar de abril rascante a rua até poderia aprumar um mar de abril rascante a rua leitor poderia emoldurar um mar de abril preciso a rua até poderia enjeitar um bar de abril rascante a rua até poderia aprumar um bar de abril rascante um bar de abril preciso um mar de azul fulgurante a rua até poderia rumar um mar de azul rascante um abril delirante a rua até poderia rumar um mar defronte a rua até poderia entornar um bar de abril dançante a rua até poderia rumar um mar de abril rascante.
E seja o quanto antes.
Postado por
Clóvis Struchel
,
13:13
0
Deixaram-se levar...
Benegrip
Texto de 2012
Porque te encontrar foi me rever num foco que ampliava as beiras dos meus horizontes, deixando transparecer o que estava além do presumido, pincelando de arvorecer minhas tardes de terça, e remontando o castelo de lego em multicores, fixando a princesa no alto da torre. Foi emancipar terrenos antes habitados por ratos andantes de pés encardidos, e fulgurar desejos de um filme abstrato com trilha do Otto. Emoldurando as vestes. Me vestindo de astúcias, dúzias delas. Foi como falar comigo, olhando as minhas retinas por sete minutos. E assim me ouvir cantando “Tatuagem” ou “Wake up Alone” num bar vazio numa noite cinza, quando os desamores rebelaram-se turvos, e o meu repertório validava as somas. Foi tudo ao contrário, como planejado. Sem forma de poema. Prosa. Sem maneiras ou modos. Samba. Suor. Vento no rosto. Itinerários. Coisas simples e sem adereços, que nem cabem por sobre linhas. E não impõem epílogos, nem almejam lirismos. Flui. Adiciona. Converge. Explode. Já não tenho tempo pra desfechos. Prosseguir é tudo que me transborda. Eu danço embaixo da chuva. Ileso. Você me traz benegrip e eu curo.
Postado por
Clóvis Struchel
,
09:19
0
Deixaram-se levar...
sexta-feira, maio 13
Bacon e perna
Fragmento
Tua perna no tempo
Quando vejo de longe
Pareceu-me bacon
Lentamente
Fito, fixo, entendo
Cada qual com sua tara
Cada um com sua era
Mas o meu remelexo
Seja bacon e perna
Postado por
Clóvis Struchel
,
14:00
0
Deixaram-se levar...
Rimas tolas
No salto
Um passo
Deixa o lastro
Descalço
Incauto
No torpor
Refaço
A linha
O traço
Bebo gim
Quebro pratos
E me mato de rir
Postado por
Clóvis Struchel
,
13:37
0
Deixaram-se levar...
quinta-feira, maio 12
Todo mundo
Todo mundo possui os seus medos
De escuro, madrugada
Todo mundo finge que não sabe de nada
Todo mundo espera meio em cima do muro
Todo mundo
Todo mundo
Todo mundo alcança, mas não sabe o que
Todo mundo é cantor de karaokê
Todo mundo manda e todo mundo finge obedecer
Todo mundo sírio
Todo mundo sério
Todo mundo loiro
Todo mundo hetero
Todo mundo carnavalizando
Fora dos seus carnavais
Todo mundo estranho
Todo mundo trôpego
Todo mundo tamanho
Todo mundo caustico
Todo mundo infante
Todo mundo quer beber refrigerante
Aos sábados
Todo mundo de Caetano
E de Ciclano
Todo mundo é farto
Copo americano
Pra medir o fubá do bobó
Todo mundo novo para sempre
Todo mundo louco às vezes
Todo mundo vendo novela das oito
Todo mundo odeia ser como todo mundo junto
Todo mundo já previu o fim do mundo
Todo mundo já quis ser senador
Todo mundo odeia política
Todo mundo acha que é doutor
Todo mundo fez recuperação em física
Todo mundo sonha com o amor
Todo mundo manda alguém embora
Todo mundo surfa no Arpoador
Todo mundo quer e quer agora
Postado por
Clóvis Struchel
,
12:28
2
Deixaram-se levar...
quarta-feira, abril 11
Pois se
Chovia
E assim
Como nos dias destes
Gotículas choravam sobre os fios
Chorava o dia
Inundado de noites
Pulsando agonia
Revivia o sonho
Da quimera de outrem
Na ventura do signo
Ascendendo energias
Primas
Secundárias das trilhas
Que passamos por cima
Da torrente e porque não...
Da vida?
Que, estremecida,
Fulgurou o momento
Do tormento, a temida
Rancor, tédio, pneumonia
Transmutou, pois se viva
Sim, amanheceria
(chovia
Chovia
Chovia
Chovia.)
Postado por
Clóvis Struchel
,
17:54
0
Deixaram-se levar...
domingo, abril 1
06:29 AM
Saciada
A mente
Indaga
Crente
Que seremos
Somente a semente
E não a razão
Risonha, A vida
Partida
Urgida
Criada e querida
Vivida
Que um dia, vinda
Ainda ainda
Batendo firme
Se sim se não
Redemoinho
Vento, caminho
Quase tocando
A exatidão.
Postado por
Clóvis Struchel
,
05:30
0
Deixaram-se levar...
quinta-feira, março 29
Pastor de ovelhas negras
Alívio,
E aos seus.
Comigo,
CS
Postado por
Clóvis Struchel
,
13:06
0
Deixaram-se levar...
quinta-feira, janeiro 19
ÂMAGO
"ÂMAGO", MEU PRIMEIRO ROMANCE, JÁ ESTÁ DISPONÍVEL PRA COMPRA NO SITE DA EDITORA MULTIFOCO E EM ALGUMAS LIVRARIAS. ADENTRE, MOVA, ENCHA A TAÇA, O COPO, O CORPO, A METÁFORA ENFADONHA, AMOR IMPETUOSO, FERVOR LÍVIDO, COBERTOR, FOLHEIE RESPONDENDO, QUE EU TE EXPLICO PERGUNTANDO. COM QUANTOS 'EU TE AMO' SE COMPÕEM UM VAGO FOLHETIM?
GRATO! FLUINDO! IMPACTADO! E NATURAL...
;)
ADQUIRA SEU EXEMPLAR NESTE LINK ====>
http://www.editoramultifoco.IMPRENSA
VARAL FULT: O multitalento de Clóvis Struchel
http://varalfult.blogspot.com/
Postado por
Clóvis Struchel
,
00:33
1 Deixaram-se levar...
quarta-feira, novembro 2
Umbigos
das palavras, agora desembocam neste sobressaltar de dois ou três
segundos em que os olhos se encontram e se perdem, se pedem, e então
rejeitam qualquer migalha de certeza sobreposta de passados e futuros
que, em você, confundem-se lineares aos meus fragmentos de presságio.
Como quando te quero sobressaltadamente, e logo te extirpo do meu
rosto, cabelos, mãos – já não sabem onde tocar -, lábios, braços,
jantares e feriados. Porque também focar, e já não ser somente o foco
central que se permite acenar e sorrir de banalidades assusta e
reverbera esta minha ânsia de jamais querer o seu casulo, seu abrigo,
sua casa de palha, madeira, cimento. Então assopro, até passar, passa.
Não acho natural, conveniente, palpável, me embrenhar em seu pescoço
desvendando suas montanhas, estradas, vales escondidos, naufrágios
póstumos, não reconheço as siglas, senhas, fendas, e em mim impera
uma frieza dissoluta que ora alterna em calor viril e logo dissipa,
arrediamente, reinando o inverno da Islândia nos meus desvarios de
lord inglês, que mal te percebeu num primeiro, segundo, quarto
momento, e não perceberia não fosse o seu ímpeto de sempre enxergar
nitidamente o que está além destas retinas fatigadas de tantos outros
que, juntos, não formam sequer um mosaico abstrato nas suas tentativas
de supremacia, rente aos meus oásis, lambendo de sede a minha língua,
fulgurando as tentativas de escape, o que não estava ciente é a
vitalidade da minha presença em seus traços, cores, formas,
inspiração. Como se a musa das minhas melodias construísse
visceralmente cada aresta meticulosa desta tela íngreme e revestida de
sutilezas que você esboça com a minúcia de artista besta que confunde
aplauso com companhia e amor com repúdio. Porque ter em tese o mundo
aos teus pés te impossibilita de estar nas mãos de alguém, e a gente
entende dessas coisas de lapidações, veemências, brados, cismas,
raridades. Porque comum é o amor, corriqueiro, arcaico. Amo, talvez. O
seu umbigo e o meu. Talvez, sim, sejamos absolvidos por ousar o
simples. O próximo. O possível. Fomos gerados por infinitudes, e ainda
não sabemos onde terminam os nós e desabrocham os Eus. Onde se
encerram os sustos e recomeçam as tramas. Embevecidas de gim, café,
conhaque, aspirina. Calendários, calores, carícias, inícios. Como
quando o mapa-mundi do meu corpo te transforma em universos e planetas
que só eu sei o nome. Caminhamos em outras luas. Outros mistérios.
Enquanto seus abismos amortecem os meus passos. E as
minhas fugas, ironicamente, confortam suas faltas.
Postado por
Clóvis Struchel
,
13:14
2
Deixaram-se levar...

