tropeços
nacos
grãos
apreços
domingos de sol
distinto rito
ensejos
tantas lembranças
cirandas
de sartre
bate uma saudade
de um tempo sem fim
entre prédios, transes, trastes
esbarro com uma raridade
marfim
Postado por
Clóvis Struchel
,
10:20
0
Deixaram-se levar...
No auge dos pormenores
Fincando os pés na terra
Remontando ideias
Fazendo festa sozinho
Do desgaste e do marasmo
As ondas quebram nas pedras
Nem afago, abraço, palavra
A imensidão é o que me resta...
Postado por
Clóvis Struchel
,
08:53
0
Deixaram-se levar...
de certo a sina
a luz divina
de certo o anseio
dobra-me ao meio
de certo o verso
lido e exposto
de certo o gosto
extremo da sílaba
Postado por
Clóvis Struchel
,
08:45
0
Deixaram-se levar...
uma tentativa de
explorar
brotar
minar arte
sem declínio
sem porque
apenas culminar
canto de pássaro
fim de tarde
arrepiar pêlos, sê-los
um rio passa em minha sala
pra devorar cada sílaba
transpor o sol
ensolará-la
Postado por
Clóvis Struchel
,
11:17
0
Deixaram-se levar...
também falo da lua
sou noturno com coturno e jaqueta preta
faço limo oriundo
pra escorregar línguas sangrentas
cada drinque um insight, um clímax
cada trago revela a sigla
um montante de artilharia
pra plantar jardins de orquídeas
Postado por
Clóvis Struchel
,
11:16
0
Deixaram-se levar...
Postado por
Clóvis Struchel
,
10:50
0
Deixaram-se levar...
Pra salientar os brados, e romper com os senões. Mirações, afincos, andanças. Solavancos, saudades, cicatrizes. Na mansisão que me pulsa, dois rouxinóis cantam lépidos, a vigorar tais presságios. De tal louvor, todo o clímax. Defronte ao mar minhas ânsias. As ondas levam consigo. No ressoar das cirandas, o ensinamento preciso. Da palavra, o verbo. Do pão, o trigo.
Postado por
Clóvis Struchel
,
10:49
0
Deixaram-se levar...
Postado por
Clóvis Struchel
,
09:53
0
Deixaram-se levar...
manhã que tece
um tímido sol aparece
memórias, cafés
e presságios
solitude em vida
aos sorrisos dados
aos chopps, cigarros
filmes abstratos
as flores que vemos
perfume exalado
um samba que toca
um discurso
um brado
e esta vontade latente
de morar dentro de um sábado
Postado por
Clóvis Struchel
,
08:07
0
Deixaram-se levar...
toda tempestade
lava
lavra
salienta
por vezes
esvai muralha
em frente a uma tela branca
escuto relâmpagos na sala
fugaz e contumaz no entanto
reviro anseios dos meus ancentrais
neblinas cigarros acesos
a vida cabe inteira num cartão-postal
amores nunca serão presos
a iberdade é parte das juras de fé
Postado por
Clóvis Struchel
,
10:56
0
Deixaram-se levar...
Entretanto, conforme as tempestades dão lugar as brisas, e todo o escarcéu para limpar as folhas, culminam neste intrépido fulgor de letras que formam mosaicos e entendem-se feito alquimia, coisa de natureza. Na lira, condutas retas, densidades, ânsias, conquistas de três aplausos. Fragmentos de versos enchem o copo, e de verbos ébrios componho um brado, uma cor. Destas andanças, rotinas, cláridos fatos contínuos, enxerga quem tem olhar de encanto. E nas vibrações, energias, algumas palavras são guias: luz, sabedoria, compaixão, fé. As verdades mais cruas se materializam, o verso quente que jorra e inunda, germinando presságios, regando a terra em que piso. Nuances, gestos, olhares que encontram olhares. A palavra que cessa o caos. Um poema transita e incita. Meu poema é de artesão que molda até a última saliva. Pra culminar, fluir o climax. Desbravar porteiras e casulos e becos estreitos.
Postado por
Clóvis Struchel
,
23:12
0
Deixaram-se levar...
Postado por
Clóvis Struchel
,
22:02
0
Deixaram-se levar...
boas coisas
temos uma arvore
e umas cervejas
onde poderemos estender uma rede
pegar uma caixa térmica cheia
e ficar papeando sobre coisas inimagináveis
Postado por
Clóvis Struchel
,
21:08
0
Deixaram-se levar...
Trago densidades
de uma noite insone
cigarros
bebidas
um jazz rouco amassiando os ouvidos
um comentário torpe
para as paredes
e este quadro dadaísta a desdenhar meus brios
meus malogros
e sinas
as tais alegrias de sábado
os risos desmedidos
desejos incontidos
miragens na janela
um fato
um naco
fragmento de vida
alguém que passa
alguém que para
e mija num poste
cachorro ladra
neblina e brumas
o telefone em silêncio
noturno transponho
rascunhos
tramas que esqueço
enquanto durmo
Postado por
Clóvis Struchel
,
19:46
0
Deixaram-se levar...
Postado por
Clóvis Struchel
,
19:02
0
Deixaram-se levar...
Faros e as estradas escuras a noite faróis e discos voadores fulgores rompantes dissabores no romper de ânsias e muralhas torpores sabores e histórias soberbas e cerejas dos bolos e afinco presságio frontes flores
Postado por
Clóvis Struchel
,
18:39
0
Deixaram-se levar...
Contratempo
Alarde
E vento forte
Norte que não vejo
Sorte é ter anseio
Brado
Vasto
Vívido
Trapos
Nacos
Ritmos
No romper de esferas
Nuances que imperam
No tremor de terras
Corações de pedra
Soberbas
Malicias
Tramas travestidas
Remanso é desejo
Densidades
Apetrechos
Dualidades
Terceiros
Mil tempestades
No peito
Os fragmentos certeiros
A raridade de sê-los
Postado por
Clóvis Struchel
,
12:59
0
Deixaram-se levar...
Vou por ai
Sem lamento
É só ir
Firmamento
Em si
Pelas ruas
Sorrir
Olhar a torre
Pipoqueiro
O açougue
Panfleteiro
Garçonete
Jornaleiro
Dono de bar
Dono de jogo
Funcionário do mês
Desaforos
Avenidas
De tão cruas místicas
Densidades sísmicas
Ouço uma nova palavra
Eu sento na praça
E assisto a vida
De graça
Postado por
Clóvis Struchel
,
13:47
0
Deixaram-se levar...
O afinco tenebroso
Da verdade em explosão
O peso inerente
O fardo presente
Do ardor relutante
Fulgor, contramão
A árdua lida
Suores cintilam
Uns berros oscilam
Brados que instigam
A luta tersã
Frente a mil leões
Montantes de arestas
Abertas as frestas
Que mostram a noite
Cigarros, neblinas
Dilemas, mistérios
De lutas e sinas
Postado por
Clóvis Struchel
,
10:57
0
Deixaram-se levar...
Verdades corroídas
Tem ventos soprando feridas
O caustico, íngreme
Sem leste ou limite
No ardor, brado, afinco
Algum desatino
Montantes de cismas
Densidade vívida
Adeus de partida
E as horas vindas
Rodas de cantigas
Com fé e guarida
Mais uma bebida
E as coisas tidas
Eu penso na vida
Tem ventos soprando feridas
Postado por
Clóvis Struchel
,
17:43
0
Deixaram-se levar...
As partes que me cabem
Vão-se com as ondas
Ligeiras, risonhas
Ao mar meu instinto
Ébrio absinto
Fumaças
Garrafas lançadas
Ao mar meu brio
Instinto preciso
Do amor rarefeito
Trovejando cá
Ao mar a lástima
A falta, o descaminho
Ao mar o meu ninho
Casulo, pressinto
Ao mar minha dor
Este peso inerente
Das costas cansadas
Da alma lavrada
Ao mar meu peito aberto
Sargaço que desperto
E num rompante, um amplexo
Tons de raridades
O mar vai saber lidar com esta tempestade
Postado por
Clóvis Struchel
,
08:12
0
Deixaram-se levar...
Outrora
Um arranha-céu
Aurora boreal
Quisera
O meu guarda chuva
Nesse temporal
Encharcado
Dos cadarços
E da blusa dos stones
Eu danço
Para passar o agouro
Vindouro amanhã
Lampejos
Sereno
Entro, um drinque no pub
Cigarros e punge
Alguns alardes
Redenção
Mirante elucida
Tão rara é a vida
Mais uma bebida
Brado, uma sativa
Redundante clímax
É juntar sentidos
Pra que no umbigo
Adentro, intenso
Lívido
No ardor de terá e tido
Pintar de flor o breu
O abrigo
Postado por
Clóvis Struchel
,
13:36
0
Deixaram-se levar...
Metritocacia
Médio porte, fila
Quilométrica
Pra marcar consulta médica
Alquimia
Química
Folia
Hatmonia
Tudo em clima
Alforria
Visões de além
Maria
Bênçãos mãe carmen
Vide o fulgor, o alarde
Na lida um apice
Na cintilância astuta
Reverberar a luta
Ganhar de três maracanãs
Num chute de firula
Postado por
Clóvis Struchel
,
14:52
0
Deixaram-se levar...
Quando eu escrevo um poema no bloco de notas - lugar onde escrevo - ele vai com um espaçamento completamente diferente pra postagem do bloggef. Tem que melhorar isso.
Postado por
Clóvis Struchel
,
14:36
0
Deixaram-se levar...
Tais verdades
Me sustentam
Raridadea. alimentam
Doces flores
Apimentam
Véus, rancores
Se arrebentam
Fugaz
Vezes voraz
Nuance
De pretensão
Atroz
Muiros de nós
Se elucidam
.
Sagaz
A gente faz
Folia e benfeitoria
Além.
Algim vintém
Para transpor alegria
Postado por
Clóvis Struchel
,
13:13
0
Deixaram-se levar...
Depois
Agora vou ficar aqui
No remanso
Sativa, pronto
Pra um apogeu
Doce ardor que paira
E só eu na sala
Muitas léguas pra trilhar
Afinco, na labuta insisto
Nunca é tarde pra sonhar
Lírios, chás de wiccas
Coisa linda
Nuances, prismas
Uma manga cai da arvore
Eu li num poema certa vez
A natureza ensina a gente a cair
Postado por
Clóvis Struchel
,
15:39
0
Deixaram-se levar...
Tão fugaz
Leve e trás
Só encenações
Mil verões
Vento e cais
Olho a imensidão
Vôo, avante
Voraz
Tudo mais
Mesmo os ais
São ensinamentos
Baby
Não me espera a tarde
Hoje eu anoiteço amanhã
Veja
Vê se pode
Dispensei as coisas vãs
Creia
Não emudeça
Tudo bem
Tudo ligth
Tudo em paz
Sinta
Não to dessa
Flor despetalada eu dispenso
Postado por
Clóvis Struchel
,
18:28
0
Deixaram-se levar...
Não que eu queira
Adentrar
No seu casulo
Vou embora
E sinto muito
Tenho tantas estradas
Pra olhar
Meu viver impacta, soma
No remanso
No entanto
Fugaz
Um momento de paz
É bênção
Vindouros rios d'ouros
E uma preta com charme
E crença
Desenhos em nuvens
Fumaças, neblinas
O que sou eu surge
Sinta
Tons de amiúde
Doce dom incita
Minha decisão
Te ensina
Postado por
Clóvis Struchel
,
15:10
0
Deixaram-se levar...
Portanto era o tilintar, o soar de auroras. Em meandros, dissabor se esvai, um rompante, um dom, clara visão, sincronicidade. Do romper do tédio, fulgor, amargor, perpassando os dias, com louvor e fé. Na labuta um canto, passaredo manso, um senhor que passa, alguém varre a frente da casa, um suor de lutador, mãos de benzedeiro e clímax. Num dilúvio de uma noite destas, desenvoltura de arestas, o verão chegando com as nuvens de chumbo. Rumos, prumos e nuances. Brisa que arrebata os poros. Num sofá, um livro, um café. Uma canção natalina dá tom pras cores. .
Postado por
Clóvis Struchel
,
20:46
0
Deixaram-se levar...
Precisando estar
Em inclinação
Para as coisas tantas
Então
E reverberar
Numa redenção
De florar
Iluminar
Coração
Postado por
Clóvis Struchel
,
13:13
0
Deixaram-se levar...
Pra frente
No lance
Nuance
Verve
No prumo
Do rumo
Intuito
Leve
Portanto
De tanto
Versar
Virou canto
Destes que acasalam
Que desanuveiam
Um antro
Postado por
Clóvis Struchel
,
20:02
0
Deixaram-se levar...
Fortes sinas
Fragmentos
De poeiras cósmicas
E tempo
A lira de Lia
A dança dos ventos
Vorazes ansejos
Intento
Doce ardor de uns passaredos que cantam sem medo
Seus versos sobre cigarros acesos e porres e avenidas abarrotadas e soberbas e tropeços
Montante de nuances cruas
No tom do compasso
Eu vejo:
Mares
Árvores
Cães caramelos
Um portão azul
Aberto
Um senhor que passa
De terno
Uma placa de trânsito
Um programa de teve
Na cintilância
Andanças
Tantas
A minha alma
Dança
Em um baile
Já é tarde
Um alarde
Viver tem vez que serena
E tem vez que arde
Postado por
Clóvis Struchel
,
09:04
0
Deixaram-se levar...
Contentamento
Fulgor
Prazer pleno
No suntuoso louvor
Dos brados máximos amenos
Lido com a amplidão da luz que emano
Pra uns silêncio abstrato
Outros, concerto de piano
Postado por
Clóvis Struchel
,
16:00
0
Deixaram-se levar...
E ainda tem nuvem para desenhar
Cada estrela é um verso a estar
E ainda tem o moletom
E o clima
Ainda
Ainda
Ainda tem poema pra versar
Gim caliente para arranhar a garganta
Uma bruma
Tarde tange em brisa
Ressoar que me compõe cirandas
Ainda tem o verbo
Pra acionar
Dizer
E clarear a vida
Ainda tem as avenidas
E os arranha-céus
Ainda
Ainda
Clóvis Struchel
Postado por
Clóvis Struchel
,
15:27
0
Deixaram-se levar...
Relâmpago no mar
Visão de poderio.
Na areia ninguém lê revista
Tão só quanto o sol que hoje não se avista
Ansejos
Anseios
Lumes
Fragmentos
Costumes
Desdobramentos
Eu fito o infinito, sedento
Culminar de proteção
Me dou bem com o vento
Deixo estar os alentos
Que se esvão que segmento
Devo seguir pra ser herói de um dia cinza ou gente que embrulha bolas no farol ou quem julga ou ensina ou faz bolo ou vigília dentre esses todos no qual eu diria eu sou aquele que faz poesia
Clóvis Struchel
Postado por
Clóvis Struchel
,
14:08
0
Deixaram-se levar...
Vindouro astuta e sonha culminando outros buscas por tesouros de outros carnavais. Deseja, devora, implica em consternações, no ápice do brado de voracidade, portou armas, lançou canhões. No fulgurar da nuance que tange o chão: sangue e gozo, um jeans desbotado, um vestido azul turquesa.
Postado por
Clóvis Struchel
,
08:07
0
Deixaram-se levar...
Na concretude dos passos mútuos, o irromper dos sermões. Não vale pedra em vidraça, peitos estão em cacos. Noturno vendaval, minha jaqueta, meu verso ébrio, seguimos, insistimos, achamos tudo lindo.
Postado por
Clóvis Struchel
,
22:35
0
Deixaram-se levar...
Ou Dê ou Dé ou Paô
Ou miscigenação
Odara ou Antenor
São Sebastião
Jussara Flora Juvenor
Diego Zé Romeu
Misturas de tantas cores
Mosaicos pincelei
Narinha Clara Cristina
Dilsinho e Abreu
Samanta Silvia Marcinha
No entanto era Eu
No salto das relutâncias
Na glória do apogeu
Surgiram tantas cirandas
Florou Soou Cresceu
E com e sem esperança
Eu só acendo breus
Na vida vindas e danças
Que minha alma teceu
Postado por
Clóvis Struchel
,
16:30
0
Deixaram-se levar...
Comecei rimar
Flor com mar
Amor com brisa
Hei de reverberar
Deixar soar
Enquanto a poesia insista
Postado por
Clóvis Struchel
,
09:51
0
Deixaram-se levar...
Poesia pra quê
Se (quase) ninguém lê
Quisera o poder
De crescer
O verso incandescer
E ver agora:
Que um poema salva uma alma desnuda
& insólita.
Postado por
Clóvis Struchel
,
09:41
0
Deixaram-se levar...
Postado por
Clóvis Struchel
,
07:59
0
Deixaram-se levar...
Depois dos tropeços ébrios, infante desfiz trovões. Após densidades, adversidades, sigo na avenida incólume. Vejo, eternizo, dou um clique. Passo, há um passo há um grafite. Lembro das nuances de umas ancas. Faço, aprimoro, a luz é branda. Fragmentos de outros carnavais, raridades protegidas de tais temporais. A imensidão que fito, o silêncio de um vento leste, soberbas postas a mesa, conhaques, cigarros acesos, no jornal a economia é um erro, não ligo a tv faz tempo, leio Manoel, Leminski, Chacal, tô mais pelo mar que pelas tabelas numéricas, três cliques, quatro cliques, cinco, a lida, a labuta, o tecer da vida, o entardecer há de ser tão lírico que haverá de ser emoldurado...
Clóvis Struchel
Postado por
Clóvis Struchel
,
10:11
0
Deixaram-se levar...
Aflorar meandros
Dissipar o ódio vândalo
Resolver anseios
Estar sempre inteiro
E nao mais partir ao meio
Culminar auroras
Esquecer as horas
Ser par
Ganhar vintém
Abraçar alguém
Voar
Ir mais além
Desfazer desdém
Só quero amor
Love amour
Amore
Levo um verso no bolso
E pétalas no outro
Só quero aloha
Liebe ni hefe
Niedfe
Corações que se erguem
Postado por
Clóvis Struchel
,
08:14
0
Deixaram-se levar...
O ódio cego
Que dilacera
E ensanguenta
Bizarrice cinzenta
A quem só quer dizer teamo
Postado por
Clóvis Struchel
,
13:18
0
Deixaram-se levar...
Pra aprimorar nuances que caibam no fulgor dum presságio, dar tons de auroras incandescentes no intuito do verbo. Pra sorver os instintos ferinos, bascos, enumerar cada mosaico abstrato. Pra culminar girassois e quimeras, fulgurar do sentido seu brio mais cintilado. E no torpor enaltecido vislumbrar o encanto pleno, deixar soar verso sereno, oriundo, que aninhe o tempo e o casulo, o breu, o obscuro, dar luz ao lúdico. Intuito. Lançar garrafas nos mares do mundo.
Clóvis Struchel
Postado por
Clóvis Struchel
,
16:57
0
Deixaram-se levar...
Para o romper do tédio imponho uma inclinação impropério divago um som sem mistério deflagro um tom de impérios. Para a exatidão do sentido refaço o movimento contido explodo extrapolo os brios de certo aprimoro e sigo. Para a nuance instante preciso aciono um regar de margaridas exponho sonho seco as feridas movo refaço o novo ainda.
Clóvis Struchel
Postado por
Clóvis Struchel
,
12:03
0
Deixaram-se levar...
Ode a Manoel de Barros
A rima
Que unifica
A ordem lírica
Dos fragmentos de lumes
Trepidações de costumes
Do valoroso rimar
Claridao
Clamor
Condutas
Oscilações oriundas
Do verbo em si delirar
Postado por
Clóvis Struchel
,
10:26
0
Deixaram-se levar...
Acabou
A arruaça
O dissabor
A desgraça
Sim, findou
A ressaca
O fervor
Que se instala
Terminou
Toda a tara
Trepidou
Cessara
Nunca mais
Tanto faz
O romper
Da toada
Vai daqui
Por ai
Pega uma estrada
Nao sou teu colibri
Sai da minha sala
Postado por
Clóvis Struchel
,
12:51
0
Deixaram-se levar...
Do marasmo
Fato
Rastro
Das medidas
De um conhaque
Um momento
Um tom relapso
Preenchendo
Um peito farto
Refazendo os mesmos marasmos os mesmos marasmos os mesmos marasmos
Postado por
Clóvis Struchel
,
11:46
0
Deixaram-se levar...
Percalços
Divergindo o verso
Incauto
Todo o movimento
Dos carros
Arde
Nostálgico
Um jazz enaltece meus poros
Cilindros
De tramas
De empórios
Visão de senão
E além mar
Vistoso
Fragmento
Sórdido
Trôpego
Os zelos tão nossos
Malogros
Desfazem-se
A arrebatar
No denso fulgor
Na rotina
Café
Cansadas retinas
Milagres em par
Elucidam
Cá
Postado por
Clóvis Struchel
,
10:13
0
Deixaram-se levar...
A verve
O fluxo
Lépido
O instante
Que precede
O sexo
Fulgores
Suores
Febres
E que seja eterno
Enquanto breve
Postado por
Clóvis Struchel
,
09:41
0
Deixaram-se levar...
Com sono
De dias idos
Por becos esquivos
Liricos
Durmo e sonho
Com becos esquivos
Líricos
Acordo
Sigo matutino
Jamais findo
Este verso contínuo
Postado por
Clóvis Struchel
,
20:14
0
Deixaram-se levar...
A poesia é uma solidão confusa
Parece que tem alguém
Dentro da sua blusa
Pegar um trem
Não tem vintém
Partir, chegar
Perto de um rio
Em algum lugar
Morrer de frio
Sentir saudade
Dar um sumiço
Se embebedar
Ter fé, ter par
Não ter declínio
Aquilo, isto
De Deus eu não duvido
A poesia é o emoldurar da plenitude
A poesia é isso
Postado por
Clóvis Struchel
,
15:05
0
Deixaram-se levar...
O frio
Que dá na nuca
Quando suas mãos
Perpassam
Delírio que continua
Iluminados pela lua
O clima
A conversa solta
Dos corpos
Nenhuma roupa
Indecentes palavras no ouvido
Instinto ferino
Preciso
Vem olhar o mar
Comigo
Eu vou te contar
Estrelas
O romance definido
Do amor
E do que seja
Vem emoldurar
Meus versos
E iluminar meus breus
Vem to cada vez mais perto
De ser teu
Postado por
Clóvis Struchel
,
11:13
0
Deixaram-se levar...
Robusto
Astuto
As vespas
Já não ladram
Rancores
Não me abalam
Ternura
É jardim de praça
Conjuntura
Milenar
Que arde
Presságios
Me arrebatam
Cata-vento
Seca o sal
Do tormento
Da minúcia
Do argumento
Da labuta
As coisas gurias
Me elucidam
Alquimias
Brados
Asas abertas
Um timbre rouco
Dum soul
Se esmera
O beck
O pileque
A gargalhada
Em alarde
No apogeu
Destes ares
Há versos nossos
Por toda parte
Postado por
Clóvis Struchel
,
21:02
0
Deixaram-se levar...
O que impregna-se, lampeja, desfaz discórdia. Soberbas inglórias. A cura da culpa. No ressoar de um brado, cíclico e cintilado, rompendo a aspereza, tomo um drinque, ponho um hit e danço em cima da mesa.
Clóvis Struchel
Postado por
Clóvis Struchel
,
13:32
0
Deixaram-se levar...
O cheiro
Que arrepia o pêlo
A fala
Mansa
Emoldurada
O lance
Fixo
Constante
Toda aresta
Cada nuance
O lapidar do amor
Constante
Nos dois o mar
O horizonte
O seu olhar ali
Defronte
No beijo
Sou mais feliz
Durante
Clóvis Struchel
Postado por
Clóvis Struchel
,
11:51
0
Deixaram-se levar...
Os olhos fitam
Contemplam
Enumeram
Vislumbram
O prumo
A métrica
Os olhos atentos
Enxergam
Dilatam
Fluem
Desnudam
O mirar
Meus olhos
Gostam
De te olhar
Meus olhos
Gostam
De te olhar
Meus olhos
Gostam
De te olhar...
Postado por
Clóvis Struchel
,
10:23
0
Deixaram-se levar...
Chego perto. Olho o verso. Cheiro a pétala. Plenitude reverbera. No jardim silábico rego cada palavra: aurora, penduricalho, fulgor, sentimento, presságio, néctar, etc. Planto no chão a trama envolta. Hão de brotar ressonâncias, ritmos, climas. E vou colher com as mãos, sentir cada aresta, nuance, detalhe. Poema pra emoldurar, se colar, para quem for, pra quem passe, impera, plana, invade, em postes e muros dessa cidade.
Clóvis Struchel
Postado por
Clóvis Struchel
,
09:28
0
Deixaram-se levar...
Num estado mar
Tais oscilações
Naufrágios
Piratas
Ressacas
Nos pés
Grãos e conchas
Num estado mar
Marés
Manhãs
Com neblina
Estágio sargaço
Uma musa marítima
Versos nadadores
Tao molhados
Mergulhados
O pescador
Que vai navegar
Lançar sua rede
Labutar
Frases cintilam
Vozes confirmam
Vibram
Vindas de lá
Num estado mar
Estado mar
Mar
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Clóvis Struchel
,
08:01
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Deixaram-se levar...
A sensação de feriado
De um luck strike mentolado
A densidade
O rastro
A culpa
O demorado
O breve
O nunca
Sobressaltar
Sublimado
Gestos do sol
No telhado
Momentos sós
E calado
Ou junto muito
Ilhado
Na ruptura
Do ódio
Na conjuntura
Do signo
O universo
E seu ciclo
O ter
O ser
O ter sido
Variações
Climáticas
Ligo a tevê
Desgraças
No ardor
Da estrada que tange
Uma dor ainda urge
Laços
Cláridos
Sísmicos
Tempo é ido
É contínuo
Contexto e mais uma estrofe
A trama evapora-se
Postado por
Clóvis Struchel
,
20:34
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Deixaram-se levar...
Incauto
O mar ao lado
Fumaças
Declínios
Outrora
Um poema
Que dilate
O impasse
Tempestade
Que rega
Meu corpo
E floresce
Enaltece
Prevalece
O verso preciso
Conciso
Das mãos
Que jamais
Se perdem
Das almas
E intempéries
Do brado
Do laço
Da pele
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Clóvis Struchel
,
15:16
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Deixaram-se levar...
Sua nuance
Tange meu rosto
Em instantes
Irrompe os rompantes
Drinques
Papos
Delirantes
O sumo
O néctar
Defronte
Nós dois olhando
O horizonte
Sua mão cola na minha
E eu desconcertante
Te beijo sem freio
Durante
Clímax
Instinto
Relance
Brado
Espécie de transe
Postado por
Clóvis Struchel
,
13:44
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Deixaram-se levar...
Conforme marasmos desfazem-se, informo sobre o luar. Indago, reverbero, ando assim meio esquivo jeans blusa branca tão adentro das multidões. E de alquimias e lumes transcendentes, um rouxinol até me emudece, um verso amassado refaz toda a trama. No clímax, apogeu, pista plana, momento, o meu caminhar desnuda-se no movimento.
Postado por
Clóvis Struchel
,
21:50
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Deixaram-se levar...
Imagina a aurora
Uma roda gigante e pipoca
Toda aresta em volta
Nosso beijo
Toda rebordosa
Imagina a trama
Nuances de girassois
Nossa cama
Rompantes de rouxinois
Tudo clama
Pelos detalhes de nós
E chama
Imagina
A lira
A lida
Límpida
Imagina
Imagina
Imagina
Em par
Avenida
Só nos dois
Imperando o clima
Imagina
O fulgor
A magia
Imagina
Imagina
Postado por
Clóvis Struchel
,
20:10
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Deixaram-se levar...
Como qual fosse tormenta, voraz, trovões arrebentam. Frenético movimento. Turvos tambores dilatam. A ressonância cintila, o tal clamor cessaria, dúvida e dor romperiam, no ar fulgor de impecilhos. Numa avenida esquiva, atravessado e com versos vivos.Na flama, lida, contínuos dias, clamo por planos de calmaria.
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Clóvis Struchel
,
16:14
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Deixaram-se levar...
Não espere da poesia
Se não houver
Folia...
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Clóvis Struchel
,
13:40
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Deixaram-se levar...
É uma questão obtusa, de preenchimentos ébrios, contemplando nuances, reverberando latitudes. O mar bravo bate nas pedras, pensamento difuso, um amor obscuro, incauto, denso. Turvas brumas, um cigarro, miragens, fluxos, o tilintar das idéias fluídicas, horizonte laranja, uma crença, uma fé que valha, no seguimento das horas, na contemplação dos Deuses, na ruptura de breus, no corromper das condutas dúbias. Divago, mais um cigarro, o barulho do vento é o silêncio que escuto. E diz, proclama, dita. O rumo, o prumo, a lida. Fito em coisas miúdas, gurias. E tão somente só, sinas minhas, quando o compor da vida é sua melhor companhia.
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Clóvis Struchel
,
08:21
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Deixaram-se levar...
A manhã com neblina e suores dos amantes, que ora salivantes, se mordem com fome. Uma canção pop. Café, seda, frestas. Fragmentos das suas arestas, sorvendo o clima que impera. A lira, a lida, a festa. O verso que se rebela. As maiores verdades da vida estão escritas na testa.
Clóvis Struchel
Postado por
Clóvis Struchel
,
08:42
0
Deixaram-se levar...
Não seremos vorazes, os impasses cessaram, no romper das nuances, tange, aviva, dá cor aos olhos. E ainda que chova, monumentalmente, mesmo que houvesse música, daquelas únicas, não haveria beijo, transa impetuosa, tão somente alguma conversa ligeira, dois pedidos no bar perdido: uma cerveja e um suco de manga.
Postado por
Clóvis Struchel
,
22:41
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Deixaram-se levar...
Goteja
Na folha morna
Lágrima seca
Adorna
Postado por
Clóvis Struchel
,
22:29
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Deixaram-se levar...
Tá tudo bem
Não tropeço nos silêncios
Saudoso, ímpar
Sereno
Na turbulência
É só sendo
Nas intempéries
Do tempo
Alinho
Passaredos
E tenho medo
É das vírgulas
Que mudam rumos
Desnudos destilam
A madrugada é minha lira
Clóvis Struchel
Postado por
Clóvis Struchel
,
21:42
0
Deixaram-se levar...
Nua
De certo
Em suma
Crua
Ainda havia lua
Pra iluminar seus rastros
No tilintar de auroras
Torpor
Fulgor
Outrora
Vertente que aprimora
Meus faros
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Clóvis Struchel
,
15:41
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Deixaram-se levar...
Robusto
Contudo
Impero
E esmero
As tais latitudes
Fragmento ébrio
Olhar penetrante
Me tirando o sério
Delírio, rompante
É você que eu quero
Clóvis Struchel
Postado por
Clóvis Struchel
,
16:30
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Deixaram-se levar...
Contudo
De sobressalto
Me impulso
No lance
Transe
Assunto
Na voraz lira
E difuso
Acerto a mira
E vou junto
Pra primavera de junho
Pra terra de seu Afonso
Pras águas das cachoeiras
Ligeiro
Verdade
No cais da sagacidade
Me ergo
Postado por
Clóvis Struchel
,
13:30
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Deixaram-se levar...
Resquícios
Marasmos
Cíclicos
Brados ínfimos
Senões
Ímpetos
Densidade
Instinto
Do alto ardor
De um vinho tinto
Tramas urbanas
Canções na cama
Toques vívidos
Límpidos
Ouviram-se tocar sinos
Na sutileza que insisto
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Clóvis Struchel
,
07:33
0
Deixaram-se levar...
Cigarro aceso
Pensamento terno
A vicissitude de um verso
É eterna
A protuberância do sentido
É etéreo, pra sempre
Há poemas que falam de todos
Já outros só dizem pra gente
Postado por
Clóvis Struchel
,
06:12
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Deixaram-se levar...
Esta vertente inebriada da noite, torpores, intempéries, o afago preciso, esta brisa, esta música, a aurora linear que se inunda, no percorrer das horas idas, fluídicas, fragmentos de versos não lidos pelas retinas difusas dum amor tempestuoso. E o compasso visceral do tempo, aninhando, fluindo, sentindo, sendo...
Postado por
Clóvis Struchel
,
05:26
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Deixaram-se levar...
Alinho
Costuro
Reconfiguro
Inauguro
Um coração com bug
Dum tal amor obscuro
Postado por
Clóvis Struchel
,
04:32
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Deixaram-se levar...
Postado por
Clóvis Struchel
,
03:32
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Deixaram-se levar...
Fatigado
E os brados
Das pernas
Ora bambas
Rumam
Prumam
Voam
Num compassar
Destemido
Indago o sol
E prossigo
Infante
Ébrio
Sucinto
Neste relevo
Planície
Onde as tempestades
Residem
Postado por
Clóvis Struchel
,
19:14
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Deixaram-se levar...
Não sei
Quanto aos seus cabelos
Ondulados
Nao sei
Eu nao sei
O que vai fazer no feriado
Talvez
Do seu jeito de olhar
Sei um bocado
Nao sei se lê sartre no sábado
Nao sei suas fomes
Seus medos.
Refaço indago teço
Impero reverbero um recomeço
Apenas saber seu nome merece um poema inteiro
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Clóvis Struchel
,
17:24
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Deixaram-se levar...
Postado por
Clóvis Struchel
,
14:35
0
Deixaram-se levar...
Um poema esquecido
Num obscuro brilho
De tilintar nuances
Um poema atrás da porta
Num envelope
Debaixo de um tapete persa
Poema de fulgurações
Demandas, senões
Poema de infante
Poema inca delirante
Poema sucinto
Nas indagações
Um poema rasgado
Robusto e embriagado
Para amansar leões
Para emanar multidões
Num bruto ardor de poeta
Poema solitário
Voraz e memorável
Sozinho como um pintor de telas
Que em um só traçado
Refaz com astúcia, mirado
A nuance do rosto dela
Postado por
Clóvis Struchel
,
13:17
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Deixaram-se levar...
Postado por
Clóvis Struchel
,
10:41
0
Deixaram-se levar...
Postado por
Clóvis Struchel
,
14:58
0
Deixaram-se levar...
Postado por
Clóvis Struchel
,
13:37
0
Deixaram-se levar...
Postado por
Clóvis Struchel
,
12:14
0
Deixaram-se levar...
Postado por
Clóvis Struchel
,
11:51
0
Deixaram-se levar...
Postado por
Clóvis Struchel
,
08:54
0
Deixaram-se levar...
Postado por
Clóvis Struchel
,
00:02
0
Deixaram-se levar...
Deserto
De certo
O verso
Nomeará
O verbo
Chuva
Chuva
Chuva
Neste teu lábio
De alvorecer
(inunda)
Postado por
Clóvis Struchel
,
23:11
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Deixaram-se levar...
No rompante de indagações
Me ponho a ladrar senões
Ligeiros impasses
Livramento de desastres
Alcunhas para honrar
Na lida
A mente erguida
Corpo moído
O dente sisu lateja
Defronte
É madrugada
Um conhaque
Um dopante
Uma baga apertada
Insinuante
Longínquo
Perto
O bastante
Na mesa ao fundo
Sorvendo
Cada clímax e delírio
Na batida jazz
Um viés sucinto
A cantora bêbada incita
Nada a temer na vida
Um gozo, uma trama
Escrita
Postado por
Clóvis Struchel
,
22:51
0
Deixaram-se levar...
Postado por
Clóvis Struchel
,
20:29
0
Deixaram-se levar...
Postado por
Clóvis Struchel
,
16:40
0
Deixaram-se levar...
Intrépido
Ligeiro
Desfazendo receios
Sem freio
E voraz
No suntuoso lume
Que dispara em feixes
E cada vez mais
As malas prontas
Peito aberto
De certo
Será climax
Impero sóis
Eu quero bons presságios
E ventos sublimes
O reconvexo
A jura
O senhor do bomfim
Apreço ébrio
As fulguracoes de um jardim
Nuances pares
As notas de um bandolim
Lampejo e sorte
Os Deuses que estão aqui
Postado por
Clóvis Struchel
,
15:11
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Deixaram-se levar...
A silaba astuta
A silaba beijo
A silaba turva
Prevejo
A silaba solar
A silaba mar
A silaba soar
No ar
A silaba moura
A silaba louca
A silaba branda
A silaba dança
A silaba espasmo
A silaba espaço
A silaba fardo
A silaba sábado
A silaba voraz
A silaba paz
A silaba chuva
A silaba rua
A silaba negra
A silaba seja
A silaba veja
A silaba incita
A silaba
A silaba
A silaba
Postado por
Clóvis Struchel
,
17:35
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Deixaram-se levar...
Madrugada. E os lábaros das foices que aniquilavam os tormentos cessaram num ímpeto. Já não se ouviam as vespas, e os minutos soaram em imensidões de estremecimentos, tal como o corpo mergulhado em vigor de tal prazer sugerido. Na fulguração das cismas. Estas intempéries do acaso desfolhando impressões. Deste outono orvalhado, tal qual seria o imo desta estação. Do amor fez-se a colina. Dos dias passados, o alcance e a trilha fincada. Nesta busca que insulta a razão. Os Deuses são chamados por nomes de rios. Trovejam e inundam os rios. Os Deuses são chamados. Pulsam. Afloram. Destinam-se. Transbordam. A massa é pura solidez de ferro ou louça. Divina é a sutileza. Esta que não apruma os jeitos.
Postado por
Clóvis Struchel
,
08:48
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Deixaram-se levar...
Entre rimas calidas
Brados causticos
Berros épicos
E suores epiléticos
Deixemos urgir, surgir, fluir
O sexo
Postado por
Clóvis Struchel
,
08:10
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Deixaram-se levar...
| persisto na leveza das horas |

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